sábado, 28 de julho de 2012

MAIS UM...

Mais um coito interrompido.
Sinto-me um traste, um verme indigno de qualquer valor.
Sinto-me uma coisa. Foi quebrado um factor essencial numa relação: confiança. Sim, não foi coincidência, foi coito interrompido pela segunda vez! E porquê se eu estou a tomar a pílula tal e qual como lhe disse?! A resposta só pode ser uma: falta de confiança em mim. E se há coisa que detesto é injustiça. Sobe por mim acima uma raiva, uma vontade de explodir, gritar, partir tudo.

Mas não o consigo fazer. Ajo como se nada tivesse acontecido.Sinto-me aprisionada. É um turbilhão de sentimentos que me atordoa. Sinto-me refém na minha própria casa e à mercê de outrem.

Não gosto disto porque sei que quando explodir vai ser de vez, sem volta a dar. Já estou a desistir. Não de ti meu futuro filho, mas sim desta relação de futilidades, luxuria, vazio, ausência de palavras e comodismos que me isolam cada vez mais.

Dá-me vontade de lhe dizer: Quero um filho e para já quero que seja teu, mas posso mudar de ideias quanto ao progenitor a qualquer altura.


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