terça-feira, 2 de outubro de 2012

Noção do ridículo

A minha vizinha do r/c engravidou e 9 meses depois nasceu um menino. No entanto nós lá em casa ficamos com a ideia que a coisa não tinha corrido bem, porque a nosso ver tinham deixado outra criança lá dentro. Ficamos na expectativa de ver quando ela regressava à maternidade, até porque a barriga continuava a aumentar, mas tal não se verificou.
Ontem enquanto ela abria a porta da garagem individual o meu namorado admirou aquele ser raro. Raro nas formas e no bom senso. Chegou a casa a disse:

- Tão cedo não como queques.

 É que ao olhar para ela de roupa de licra justa ao corpo, calças de cinta descida e camisola a parecer top, com a barriga de banha, o pneu insuflado à frente, aos lados e atrás que transbordava pelas calças e cobria-as, ele teve uma miragem. Lembrou-se dos queques que costuma comer de manhã ao pequeno-almoço devido à forma de ambos, dela e do queque.

- E assim se estraga a refeição matinal de um gajo.

Mas não tem espelhos em casa vizinha? Porque não esconde essas formas estranhas atrás de umas roupitas largas, como faz a maioria do povo? Ninguém é perfeito mas devemos ser ao menos sensatos para usar roupa e maquilhagem de forma a nos favorecer e não prejudicar.

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