quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Saber estar caladinho(a)

Em conversa com o Urso Misha eu disse:

Assumir uma traição não é frontalidade é burrice.

Ah pois é!

De que adianta?
Tá feito ta feito. Se contar vai alterar algo? Não. Somente vai aliviar a consciência, mas depois do facto assumido as consequências serão devastadoras e os problemas maiores do que simples consciência pesada. De que adianta dizer que foi uma ilusão, uma aventura sem significado porque, mesmo que seja verdade, ninguém acredita. É violado o princípio da confiança e já não há volta a dar. Está irremediavelmente quebrado. Não adianta chorar, implorar e rastejar. Sofre o traidor e a vitima.

Mas se por acaso a traição for perdoada então estamos perante um free pass, uma permissão para continuar a chifrar à vontade porque abriu-se um antecedente.

É assim que eu penso. Estarei enganada?

1 comentário:

Urso Misha disse...

Não sou expriente nessa area, nem dum lado nem do outro (que saiba, pelo menos), ouvi do sr. dr. mestrado (e com a mania que é mais esperto que os outros) Quintino Aires e concordo com o que disse uma vez, que contar uma traição era só passar o problema para o outro e tirar o peso das costas de quem traiu. contar realmente não adiantava nada, mas lá está quando se fala que A e B é muito frontal mas pode não ser honesto.