sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Acontece

Dizem:
Ah e tal eu não quero casar porque não gosto de compromissos, não me quero prender, se correr mal vai cada um para o seu lado, não há cá papeis para assinar, nem tribunais, nem nada dessas coisas.

E depois fazem isto:
Ah e tal vamos comprar um apartamento em conjunto porque a vida tá dificil mas casar não porque não quero compromissos, nem prisão, blá blá blá blá blá blá blá...

O resultado é este:
Cenário 1:
A relação não corre bem e separam-se afinal não são casados e vai cada um para o seu lado...ah não...não vai, espera, é preciso...hum...assinar papelada para vender o apartamento...hum... e a quem vamos vender? ... quem vai comprar? Fica um deles com a casa? Hum...não , não há dinheiro... ainda bem que não são casados porque senão ainda tinham que assinar mais UM papel, e isso dá uma trabalheira e muita chatice...

Cenário 2:
Vivem felizes para sempre até ao dia em que um falece, pois a vida tem destas coisas.... E, por lei, nem namorado(a) nem companheiro(a) é herdeiro...ah pois é...pelo que aparece lá a bater a porta a familia do morto... e dizem que têm direito a metade do apartamento, que os dois construiram em conjunto e onde investiram muito dinheiro... e agora? Ah e tal agora... paga...paga à familia do morto porque namorada(o) ou campanheira(o) não é herdeira porque não se quiseram chatear em assinar UM papel...agora vai para tribunal para tentar não dar nada à familia do morto... e vão-se assinar MUITOS papeis. Mais...se quem sobrevive tiver um trabalhinho de nada, não tem direito à reforma do morto porque... não estão casados e a união de facto tem que ser provada e só receberá apoio se atestar não ter outros rendimentos...

3 comentários:

Anónimo disse...

Na minha opinião cada "casal" opta pela melhor opção para si.
Mas concordo consigo.

L.

S* disse...

Respeito todas as opiniões, mas acho que o casamento é também uma segurança no caso do desaparecimento do parceiro. É horrível pensar nisso, mas é um facto.

Miú Segunda disse...

Por essas e por outras é que eu já vou no segundo casamento. Gosto das coisas bem definidas, - mas com separação de bens, entenda-se. É cá uma mania que eu tenho :)