terça-feira, 13 de novembro de 2012

Apreciar o simples da vida

Comprei um carro novo, desportivo lindo, assim como eu, pró stile, vermelho. Uns meses mais tarde o relógio biológico desperta e eu quero um filho. Então pergunto-me: Num carro de 2 portas, vai ser fácil o mete bebé no carro, tira bebé do carro… entra, sai, abre porta, puxa banco…meto a cadeira no banco da frente, no banco de trás (?)… até suo só de imaginar…

Faço um drama e depois penso: a minha mãe criou 3 filhas sem qualquer viatura, por isso sou uma sortuda por ter uma de 2 portas, bem bom… melhor que nada.

Esta gente de agora tem a mania de querer tudo, se calhar é por isso que antigamente se era mais feliz…não havia telemóveis onde gastar dinheiro, o preço dos combustíveis não era preocupante porque o povo andava a pé, não havia tv cabo para pagar, nem internet, muito menos portáteis para mandar reparar. Não havia mensalidade do ginásio, nem outlets para nos tentar a comprar roupa de marca que não precisamos, a bicicleta do irmão mais velho passava para o mais novo acrescentando-se as rodinhas de lado… os pais tinham tempo para estar com filhos, estes não iam para a música, para o karaté, depois para o futebol e a seguir para a natação. As crianças não calçavam Geox…

O povo era trabalhador, honesto e humilde. Pagava a renda sempre certinha e tinha vergonha na cara. A palavra valia tudo.

Se calhar estamos mal habituados e queremos sempre mais sem dar conta que o simples é sempre melhor. Sim, é preferível não ter equipamento topo de gama, nem frequentar o melhor ginásio da cidade para provocar vizinhos,  mas chegarmos a casa e abraçarmos quem nos ama em paz e sossego, sorrir e ter tempo para os ouvir e olhar nos olhos.

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