domingo, 31 de março de 2013

Parece que educar dá trabalho...ou nem por isso

A minha Páscoa foi dividida em fases:

A fase pré chegada do sobrinho - Paz e harmonia com humor e diversão, boa comida e bebida.


A fase de presença do sobrinho - Terror... o meu pai ausenta-se da sala para não se incomodar. O miúdo (de 5 anos) destroi o brinquedo, pisa os sapatos da irmã, bebe o sumo todo dela sem ter vontade e só o faz parta arreliar, atira com os brinquedos ao meu tio, re-pe-ti-da-men-te, chora porque vê a irmã a receber o folar e também quer (depois de já ter recebido o dele de manhã na casa dos padrinhos),  dá murros nos testículos do meu tio, por duas vezes, não deixa ninguém tirar fotografias porque mete-se à frente. Os respectivos pais estão sentados no sofá, ela lê a revista e ele diz  incessantemente "pára", sem surgir qualquer efeito.


A fase pós partida do sobrinho - O meu pai retorna ao convívio familiar e está traumatizado, a minha mãe critica o comportamento da criança e eu só penso "encho o meu filho de porrada se algum dia se comportar assim..."

5 comentários:

O Mesmo Gajo disse...

Eu nesses aspecto tenho outra perspectiva que não deixo de partilhar com os meus pais em relação à minha sobrinha: a culpa é dos donos da casa!

Se estes se tivessem imposto as coisas eram diferentes. Os miúdos levavam duas bofetadas e se os pais não gostassem - a porta da rua é serventia da casa! Se há coisa que eu aprendi a respeitar na vida, foi a casa dos outros e lá estes são reis e senhores, espero que na minha me respeitem por igual!

PS: cá em casa na minha presença a minha sobrinha porta-se sempre... como eu mando e deixo!! Mas a relação com o meu cunhado há uns anos quase foi abalada, hoje em dia "muitos" me dão razão!!

;)

Madalena disse...

O meu 1º comentário aqui vai: hoje ao almoço o meu sobrinho de 6 anos estava a portar-se de tal maneira que só me apetecia dar-lhe uma galheta. O meu irmão e a mulher, na conversa, faziam de conta que o puto não estava ali. Ele era gritos, amuos, choros, gritos, brincadeiras com a comida e mais amuos...
A meio da refeição, o meu pai levantou-se, aproximou-se do puto, agarrou-o por um braço e disse: se não te portas bem e não comes a comida que a avó teve tanto trabalho a fazer, não comes nenhum dos teus ovos de chocolate.
Pegou num dos ovos (recebeu uns 5) e partiu-o com o pé. Foi remédio santo, a peste portou-se bem o resto do almoço e da tarde.

E ainda disse ao meu irmão: só não levou uma palmada porque o pai dele és tu. Portanto, vê lá se educas o teu filho antes de ele vir para minha casa fazer asneiras.

Fiquei orgulhosa!

Morango Azul disse...

Pois tens razão, mas os meus pais já desistiram de chamar a atenção aos pais do miudo porque não adianta de nada...entra-lhes por um ouvido e sai por outro...e o meu cunhado e minnha irmã são um "brinquinho de cheiro", não se lhes pode dizer nada que levam a mal...
Mas continuo a dizer que tens razão! É por essas e por outras que eu deixei de frequentar a casa deles e eles não são convidados a vir à minha.

Morango Azul disse...

Pois o teu pai portou-se muito bem.
As crianças de agora têm muitos quereres... os pais não estão para aturá-los e deixam-nos fazer tudo, crescem sem regras e isso não é nada bom. Tem que haver limites e como fez o teu pai, nem é preciso bater... basta assustar, repreender com convicção e consequências!

O Mesmo Gajo disse...

Em último caso, é a solução!