quinta-feira, 11 de abril de 2013

As volta que a vida dá.

Durante 34 anos eu gritei ao mundo que não queria filhos. Que eram um empecilho, que não tinha vocação, que não sabia mexer naquilo...não queria pronto!

Um dia o meu "sogro" falece, assim de repente. Nessa altura comecei a questionar o sentido desta vida e o que seria de mim, caso fosse algum dos meus pais ali naquele caixão. Inevitavelmente tive que aceitar que até os meus pais são mortais. Não queria que fossem mas a verdade é que são. E comecei a imaginar a minha vida sem a sua presença. O vazio que seria dado que as reuniões familiares, os convívios, Natais, o dia-a-dia é passado na casa deles. Quando eles falecerem que vai ser de mim? Apesar de ter 2 irmãs, uma com quem me dou excelentemente e outra nem por isso, cada uma vai seguir a sua vida, com seu marido e filhos. E eu? Sozinha com o meu namorado, vou-me prestar ao papel de tia emplastro?  Foi nessa altura que algo começou a mudar dentro de mim, devagarinho, algo que eu tente negar a mim mesma mas passado 2 anos fui obrigada a reconhecer: eu queria constituir a minha família. Ter o meu filho para cuidar. Não para ele tratar de mim quando for velha mas para eu poder transmitir os ensinamentos, valores e tradições da minha família. Perpetuar a sua e a minha existência mesmo depois de partirmos, saber que alguém se vai recordar de mim daqui a muitos anos... Lá em casa é assim, nutrimos sentimentos por familiares que não conhecemos mas as histórias que nos contam, ao longo dos anos, fazem com que tenhamos carinho por elas.

Agora estou grávida de quase 7 meses e muito feliz. A minha família está radiante por eu ter mudado de ideias e eu só peço a Deus que não me castigue pelas asneiras que andei a dizer estes anos todos.

5 comentários:

Eve disse...

oh kerida, só tnh uma coisa para te dizer: essa felicidade vai aumentar milhões de vezes quando vires pela primeira vez a cara do teu bebé. vais-te apaixonar e saberás que ele É e SERÁ sempre o teu mundo

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Eu também andei anos a dizer que não queria filhos, mas essa pancada só me durou até aos 22, depois acordei para a vida e para o ano gostava de começar a pensar seriamente nisso ;)

Paulo Nunes disse...

Parabens! uma durona como tu..o coraçãozinho amoleceu! assim é que é! já subiste 0,0002% da minha consideração.. que salto pá!! :)))

Olive Tree disse...

Vai-te castigar sim!
Vais ter um miúdo tão giro, tão fofo, tão maravilhoso, que te vais babar só de olhar para ele. Vais chorar que nem uma desalmada pela 1ª palavra que disser, pelo 1º sorriso, pelo primeiro passo, pela 1ª queda... e vai ser assim sempre! Vai ser esse o teu castigo, penso eu que não percebo nada disso

Bjs

uba disse...

Deus não castiga! Se castigasse não terias engravidado, mulher! É uma benção! Beijocas