quinta-feira, 30 de maio de 2013

Decisão tomada e comunicada a quem de direito- as visitas ao bebé

Ando eu aqui a remoer a gestão das visitas ao meu pequeno filho já há semanas...então depois da "sogra""insinuar" que ia acampar para a MINHA casa é que não parei mesmo...Assim, já tomei uma decisão e comuniquei a quem de direito: ao pai da criança. Ora como sou eu que vou parir, andar com as dores da cesariana uns dias, dar de mamar e mudar milhentas fraldas em poucos dias e ficar privada de dormir, é legitimo que seja eu a zelar pelo meu bem-estar, porque se estiver à espera dos outros estou phodida tramada.

No decurso do curso de amamentação e puericultura fomos ouvindo por diversas vezes as enfermeiras a chamar a atenção que as visitas devem ser breves porque a mãe  e a criança precisam descansar, que não se devem preocupar com trenguices como fazer sala às visitas, terem que se vestir porque vai gente lá a casa, enfim... eu acho que fiquei traumatizada... Sendo eu uma gaja que aprecia paz e sossego, que gosta muito de estar no cantinho delas sem ninguém a chatear e possuidora de um mau feitio invejável vou informar familiares e amigos que:

 - No dia a seguir ao parto podem ir todos ao hospital desde que só lá estejam por BREVES instantes: Uma vez que será no particular o horário de visita é super alargado (12.00h ás 22.30h) e não há limite de povo dentro do quarto... o que é uma chatice, diga-se de passagem...Ora eu não pretendo nenhum acampamento cigano lá na maternidade e vou para o particular para EU ter conforto, privacidade, paz e sossego.

- Visitas em casa só depois do primeiro mês: é um período de adaptação com muitas mudanças e a última coisa que me vai apetecer é fazer sala a alguém . É claro que quem me conhece acha isto perfeitamente normal e sei que respeitará...quem não gostar da ideia tem bom remédio que é nunca mais aparecer. Mesmo para a criança é um período em que o sistema imunológico ainda está fraquinho e convém resguardar a criança. Não estou a dizer que vou ficar fechada em casa um mês...nem pensar...mal recupere da cesariana ponho-me no caralho... saio de casa e vou dar umas voltas, mas esta desculpa serve perfeitamente para afastar campistas lá de casa.

Estas regras aplicam-se a TODOS excepto à minha mãe e irmã...obviamente. Porquê? Simples, elas não são visitas na minha casa. Elas são a continuação de mim, a minha vida. São quem me atura há 35 anos, quem vai cuidar da minha casa, roupa e comida nos primeiros dias de vida do bebé...(Aliás coisas que deveria ser o pai da criança a fazer, mas como os homens em geral escondem-se na desculpa que "não sabem"...) e sei que saberão respeitar o meu espaço e sossego...

A reação do pai ao meu comunicado foi de silêncio. Ele percebeu que o objectivo desta decisão é o melhor para os 3.

22 comentários:

Orquídea disse...

e ponto final! Acho muito bem :)

Paulo Nunes disse...

É pá.. e eu? quando é que te posso visitar? daqui a 30 anos? :P

Sérgio Saraiva disse...

Epá, vou ser pouco simpático, mas acho que estás a dramatizar por antecipação.

Os primeiros tempos de um bebé são a parte mais fácil, afinal durante a maior parte do tempo simplesmente não se passa nada (só come, dorme, não sai do mesmo sitio e mudar fraldas só custa a primeira). Mais para a frente...

Depois assumir à partida que o pai vai ficar de fora de uma série de tarefas e deverão passar para outros familiares em substituição uma vez que este certamente se vai tentar escapar às tarefas ou não vai dar conta do recado parece-me uma má filosofia à partida... Cada pessoa adapta-se à sua maneira e no seu tempo. Tu tens a tua e o pai há-de ter a dele, e que hão-de ser diferentes na forma e no timming, mas há que respeitar ambas.

Pensa que acima dos teus direitos estão agora os direitos da criança, e quando decides privar a criança do contacto de uns avós mas não de outros, estás a defender os teus interesses pessoais de preferência ou os da criança? Não terá esta à partida, agora e no futuro, o mesmo direito de contacto com os avós dela, independentemente da mãe gostar dos do lado dela mas não tanto assim dos do lado do pai? Implica engolir sapos? Para o futuro...

Mariposa Colorida disse...

Da minha primeira filha, procedi exactamente como tu. Os outros têm mais é que respeitar o espaço de cada um! Muito bem! Beijinhos! Falta muito?

Morango Azul disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Morango Azul disse...

Ah e não...comigo não há engolir sapos... é a vantagem de não precisar de homem para nada...e também é como eu já lhe disse: Eu vou ganhar um filho, não vou ganhar sogra e cunhada...

Morango Azul disse...

Posso estar a dramatizar...não excluo essa hipótese...sabes que as hormonas...
Nas primeira semanas de vida a criança reconhece somente os pais. Não é por eu querer distância, numa primeira fase, de sogra emplastro dentro da minha casa que os direitos da criança são afectados, porque é como tu dizes...eles só comem e dormem, logo, não sentirá falta de qualquer uma das avós. Agora se eu ponho os meus interesses á frente? Claro, só me faltava passar o pós parto o cozinhar e aturar a minha sogra a dizer mal das vizinhas. Aliás já que esperou 7 meses para dar uma lembrança ao neto pode esperar mais umas semanas...quando começarem as cólicas de certeza que já ninguém vai querer estar com o bebé... ter trabalho? foje!!!

Morango Azul disse...

Como és um gajo trabalhador até dava jeito ter-te por cá! Quando podes vir?
:P

Morango Azul disse...

Mainada!

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Só tenho a concordar! Quero fazer assim quando for a minha vez.

Liliana disse...

Qual vai ser o hospital? E que sou do norte tambem, e estou a ver qual e que irei ser seguida, ainda nao me decidi.

Morango Azul disse...

Um mês... Que medo!!!

Morango Azul disse...

CUF

Morango Azul disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Morango Azul disse...

Alguns médicos aconselham afastamento devido precocidade do sistema imunitário.

S* disse...

O silêncio do pai até me assustou. Mas ele compreende, certamente, até porque vais estar mais dorida... que tudo corra pelo melhor!

Blackbird disse...

Eu acho muito bem teres criado essas regras! Eu percebo que as pessoas queiram ver o bebé, é normal, mas também têm que ter em atenção que numa altura assim os pais precisam da sua privacidade e não podem receber toda a gente em casa. Têm imenso tempo para o ver quando ele for crescendo! Espero que tudo corra bem :)

Roger disse...

Compreendo o que queres dizer, mas também compreendo a posição do Sérgio. Claro que nos primeiros tempos o sistema imunitário do bebé ainda é muito frágil, e existindo essa base científica, é necessário ter alguns cuidados - mas sem extremismos, acho eu (ao que consta, tive N pessoas de volta de mim e estou aqui, rijo :P e só não sou mais devido a um problema cardíaco, mas isso são outros quinhentos). E claro, é sempre uma opção dos pais.

Mas concordo com o Sérgio, nas "preferências". A tua relação com a tua sogra é uma coisa, a relação avó-neto é outra coisa. Não podes privar o miúdo da presença da família paterna. E tens que começar a encarar as coisas de outra forma: os miúdos facilmente percebem determinadas coisas e um dia o teu namorado vai ficar magoado quando ouvir o filho dizer, na base da tua influência negativa, que não gosta da avó paterna :/

Morango Azul disse...

Obrigada.

Morango Azul disse...

Obrigada.

Morango Azul disse...

Azar!!!
Lol

uba disse...

O meu marido foi logo dos primeiros a dizer isso, nada de visitas!