sexta-feira, 7 de junho de 2013

Ainda a gestão de visitas e a irmã mais velha

Ora se num dia liguei para a cunhada a informar as minhas intenções de privacidade, paz e sossego, no dia seguinte fiz a minha obrigação e liguei para  a minha irmã (mais velha) e fiz o mesmo.

Se a minha cunhada se mostrou compreensiva e me apoiou na decisão, o mesmo não posso dizer da minha irmã.

Foi um drama! Ficou traumatizada (palavra dela) porque é minha IR-MÂ. Ao que eu só pude responder de uma maneira: és como os outros!

Ai e tal porque eu tive 2 filhos e não reagi assim, tens que ir ao psiquiatra, o curso do hospital encheu-te a cabeça...blá, blá, blá.

Devo dizer que esta irmã vive a 12 kms da minha casa, não vivemos em países diferentes, no entanto estamos juntas no Natal, na Páscoa e nos anos da minha sobrinha (ela tem um menino de 5 anos mas eu não tenho ido à festa de aniversário do puto porque não saio de casa para aturar crianças mal educadas e não estou para me incomodar). Toda a gente sabe que não há afinidade entre nós as duas. Temos estilos de vida diferentes, maneiras de pensar completamente  antagónicas e por isso cada uma vive a sua vidinha sem chatear a outra e está tudo bem. O facto de termos laços de sangue não confere direitos nem é sinal de harmonia. Tenho amigas que são mais próximas e intimas que a minha própria irmã...não vejo nenhum drama nisso e se pedi ás minhas amigas um pouco de tempo e espaço para estar com o meu filho em paz e sossego nas primeiras semanas, porque não pediria à minha irmã afastada? Só porque é irmã? Não, comigo não é assim.

Por fim diz ela que tu é que sabes, por mim até é melhor assim não tenho que estar preocupada em picar o ponto. Ao que eu respondi que era precisamente isso que queria evitar...que a pessoas se sentissem obrigadas a ver o bebé mal nasce para a mãe não levar a mal...por mim estão  à vontade, não vai faltar tempo para ver a criança.


5 comentários:

Mariposa Colorida disse...

Olha, tenhas ou não tenhas afinidade, ela tem de te respeitar e mais nada. Afinal quem vai ter um recém nascido em casa és tu!

Anónimo disse...

Caramba, vocês dão-se "bem" á brava !!!
Jokas
LA

Roger disse...

Concordo com a Mariposa

Cristina Bernardo disse...

Sabes! com esta tua decisão leva-me a crer que é uma boa atitude a ter se algum dia tiver algum baby! Não te esqueças é daqui da 'gente', de dizer que já nasceu e como está o pequeno :)

Portuguesinha disse...

Por mais que me esforce não consigo entender esse desprendimento afectivo com alguém que é do nosso sangue, ainda que sejam antagonistas na maioria das coisas. Acho que deve ser porque não o são tanto, não sei... os feitios devem chocar pelas semelhanças, julgo eu, ou não, sei lá! Também tendo uma que desde criança nunca quis saber peva de mim e invejava tudo o que fazia e dizia, dando preferencia a amigas que ainda não tinha mas queria ter, devia ser capaz de entender. Mas ainda hoje não entendo. Acho que é sempre um elo especial. Se algo lhe acontecer sentes mais do que sentirias por um estranho. E num momento de crise ímpar, mesmo com bons amigos por perto, se calhar também há espaço para os de sangue? Não sei se não se trata apenas de egoísmo. Uns têm mais, outros menos. Afinal, o sangue significa tão somente que se conhecem desde sempre, em todas as vertentes.

Acho que se desentenderam sem motivos:) Mas daí, é o que acontece com as irmãs, principalmente quando divergem na forma de pensar e agir. Mas não vejo nisso razão para tanto. Tu tomaste uma decisão, ela se fosse esperta acatava ou tentava entender, ou mesmo não entendendo ou concordando, acatava por respeito à tua decisão. Talvez ela viva no lado mais convencional da vida (aquele que liga demasiado às convenções e menos ao autêntico) e tu queiras, pelo que deduzo, viver experimentando melhor a autenticidade das emoções. Daí também desejares, e entendo perfeitamente, ficares a conhecer o teu rebento na primeira semana... Tu e ele. Ele, tu e o pai.

Quando sentires falta de mais alguém essas pessoas aparecem.