sábado, 8 de junho de 2013

Bipolares

Não há pachorra que aguente!
Já aqui disse que tenho um familiar directo que é bipolar...e não, não é a minha irmã mais velha :P

É alguém de quem gosto muito e sempre dei todo o meu apoio, com palavras e actos.
Mas chega a uma altura em que cansa a minha beleza. A minha e a dos outros.

Os bipolares funcionam  em ciclos...vivem semanas em euforia, andam alegres, gostam de ir ás compras, saem de casa, convivem...depois não podem ser contrariados...entram na fase das cismas e implicam com tudo e todos. Fazem cartas de reclamações para tudo que é sitio sobre qualquer assunto. Reclamam para o centro de saúde, para o IEFP, para  a DECO, para onde se lembrarem. Raramente têm razão. Depois os familiares próximos chama-lhes a atenção, uma vez, duas vezes, três vezes...a bem, depois a mal, depois já nem ligamos porque não há pachorra que aguente...e então passamos a ser nós o alvo das criticas o os responsáveis por todas as guerras mundiais existentes e pelas futuras. A medicação deve ser ajustada nestas alturas e lá arrastamos para o médico...que receita nova medicação ou aumento de dosagem, mas de nada serve porque eles não os maiores e não precisam de medicação. Implicam porque insistimos com eles, implicam porque depois (aparentemente)  não queremos saber, e é porque vão sair de casa (para morar debaixo da ponte), depois é porque se matam, depois é porque matam toda a gente, ficam violentos, enfim...
E o povo que os ature...

Só vos digo, não é fácil, nada fácil... mas já disse á minha mãe uma vez e repito...quando passar dos limites é chamar a ambulância e acionar a carta do psiquiatra que refere internamento imediato...e pronto...lá vai para o Magalhães Lemos uns tempos...quanto mais não seja para não fazer de nós gato sapato.

6 comentários:

Sara sem Sobrenome disse...

De grávida pra grávida, ninguém merece aturar dramas alheios quando se está grande que nem um cachalote. Depois, olha, sobre as visitas nas primeiras semanas tenho a dizer-te que foram a minha salvação para não entrar numa depressão horribilis e não atirar a criança pela janela. A minha filha passava os dias a chorar, sem que ninguém percebesse um cu do que se passava. Imaginas-te em casa um dia inteiro com um bebé pequenino, sem ter com quem falar? Sentes-te sozinha, é chato, aborrecido. E falar com o namorado/marido é só mais do mesmo. Não serve.
Não falo das visitas dos avós, que esses dispensava bem porque têm a mania de que sabem tudo, mas as visitas dos amigos fazem falta para pararmos de pensar em fraldas e leites e banhos e sei lá mais o quê. Viva a sanidade mental!:)

Morango Azul disse...

pois não sei...vamos lá ver como é que corre... qualquer coisa posso sempre chamar por eles...depois eu vou contando como está a correr.
que corra tudo bem convosco.

Escritora disse...

Também tenho uma pessoa chegada que é bipolar... E se antes tinha paciência, hoje em dia já não consigo. São tantas as mesquinhices e tantos os dramas que opto por ignorar e me afastar. Ser bipolar não pode ser desculpa para todo e qualquer mau comportamento.

Portuguesinha disse...

É mesmo transtorno bipolar (diagnosticado) ou só depressões e irritabilidade natural? Infelizmente o teu relato não me é desconhecido... :(

Morango Azul disse...

Diagnosticado por um médico particular que tb trabalha no Magalhães lemos.

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Compreendo-te perfeitamente. Não é fácil, conheço de perto!