sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia dos avós

Sei que é dia dos avós porque a minha mãe tem um passeio não-sei-onde organizado pela junta de freguesia... E como tal não pode ficar com o Eduardo. Nas tardes em que trabalha obviamente também não pode. Depois há as horas em que está na ginástica, depois no zumba, depois na natação. Há ainda as horas em que ela tem que ir às compras, a hora da sua sesta, a hora de ir para a praia. Também é preciso não incomodar quando ela tem almoços com as amigas da ginástica, depois com as colegas da natação e os jantares e espectáculos ao ar livre com as amigas do zumba.
No intervalo de tempo que ela tem disponível(?) é preciso ver se EU preciso de ir a algum lado ( e entenda-se que nesta fase ir a algum lado é ir ao médico, ao supermercado ou fazer unhas antes que arranhe a criança) e assim sendo, se a disponibilidade dela não bater com a minha necessidade de ficarem uma hora ou duas com a criança, é OBVIO que ela não vê a criança...Sim porque eu não vou sair da minha casa para ir para OUTRA CASA e ficar lá a fazer de babysitter do meu filho só para que as avós possam OLHAR para a criança... Sim, porque quer elas vejam ou não o rapaz, para mim é indiferente! O que eu preciso mesmo é de alguém que me ajude por uns minutos, que me deixe sair do esquema de choro-fralda-leite-cólicas-embalar por uns instantes. Se é só para OLHAR para a criança eu mando uma fotos por mail e está o caso resolvido.

No domingo passado fomos almoçar à minha sogra. Ela há 3 semanas que não via o bebé, atendendo à minha regra de "sem visitas" (que foi a melhor coisinha que eu fiz, já que ninguém ajuda e não, ao menos que não atrapalhem). Acham que foi relaxante? Não! Tive que tomar banho a correr, antecipar a hora da mamada do Eduardo, stressar porque ele não arrotava e estava na hora de nos fazermos à estrada, chegamos lá e ele começou a chorar. A minha sogra pegou nele 5 minutos, depois pegou o pai mais 5 minutos, enquanto isso eu ia comendo algo à pressa para pegar eu na criança para os outros poderem comer, depois eu tive que dar o leite ao menino enquanto todos os outros bebiam champagne e festejavam o nascimento dele... ou seja, tive que fazer tudo como se estivesse em minha casa. A minha sogra disse para eu lá ir jantar todas as semanas porque queria ver o bebé...eu pensei: o pai traz o biberão e as fraldas e vem ele... porque eu não ganho nada em cá vir...

E o engraçado é que pela conversa, as avós passam o dia a falar com as vizinhas do quanto o neto é bonito e não seu mais o quê...bonito de ver, claro, porque ajudar...nada.

Obrigadinho avós!

Ah e depois têm a lata de dizer às vizinhas que vão ficar com o neto para a mãe poder ir ao ginásio...as coisas que elas dizem para ficar bem na fotografia... se nem para a mãe comer elas ajudam...
Eu sei que o filho é meu e eu que tenho obrigação mas ao menos que estejam caladas e não espalhem pela vizinhança que são umas avós porreiras, pá!

8 comentários:

Nadinha de Importante disse...

Sim, muitas vezes as avós atrapalham mais do que ajudam!

Orquídea disse...

:S espero que quando eu tiver um filho as avós ajudem mesmo :S da maneira que sou melada espero não me ir a baixo!!!!

Sérgio Saraiva disse...

Hum... Mas esta fase até é relativamente simples... Podes meter a criança sofá que ela não rebola dali para fora. Daqui a uns tempos é que começa a ser mais complicado: quando começar a mexer-se e a sair do sitio onde está.

Os avós dão mimo à criança e isso é importante, para a criança claro.

Estes dias fiquei umas horas a tomar conta da minha sobrinha pequenina ao final do dia. Tinha acabado de comer, estava agitada, rabujenta e só queria estar ao colo. Era a primeira vez que ficava com ela... Meti uma fralda no braço e deitei-a lá de barriga para baixo, o que ajudou a arrotar... Baixei a intensidade das luzes, e fui embala-la virada para uma parede. Em menos de 10 mins já estava a dormir a soneca e foi só por no berço. Ou seja, um ambiente sossegado faz milagres. Não vale a pena stressar que os miudos sentem isso e ainda ficam mais agitados...

Ahhh... E enquanto fazia isso meti os meus dois sobrinhos mais velhos de 3 e 5 anos, também a dormir (se bem que a esses já sabem ir sozinhos, basta um "para a cama").

Eve disse...

Minha querida, dos meus pais nao tenho queixas, para mim sao os melhores avós que já conheci na vida, a minha mãe ajudou-me imenso no primeiro mes, se nao fosse ela axo k entreva em depressao com os gemeos choroes.. ainda hoje são a minha salvaçao cm ja contei tt vez no meu blog.
kt aos pais do meu ex, não sao sequer avós, sim foram avos daqueles que enquanto eu estive gravida gritavam aos 7 ceus k m iam ajudar, k iam fazer de babysitter p podermos namorar etc etc, merda pra conversa pois nunca quiseram saber deles.

quanto aos meus proprios avós..tambem já falei deles no meu blog e como já deves ter lido, dispenso-os.. nao me aquecem nem arrefecem, quanto mais longe melhor.. por isso.. dia dos avós? então parabens aos meus pais :)

Anónimo disse...

Realmente, ou se tem avós que ajudam ou não vale mesmo a pena, para ir fazer visitas de rotina e todo o stress e catrefada de malas que se leva e chegar lá e não ligam puto ao miudo, mais vale mesmo estares em casa!

Contudo é como te diziamos, quando nasce o primeiro filho, o choque maior é este mesmo, acabou-se o tempo pra nós , seja tomar um banho, comer o jantar sossegada, ler uma revista , sair (?!?!)...tudo, mas tudo gira em torno dele e das suas necessidades dos seus tempos, tudo... Isso é o que te vai custar muito e te vai deixar stressada, mas faz parte... ele irá crescer, irá criar rotinas, aliás convém ires criando as rotinas já, horas de dormir, horas do banho, horas de mamar tudo deve ser sempre a mesma coisa todos os dias... isso vai facilitar-te muito no futuro...

CORAGEM :-\
LA

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Coragem menina! Realmente para atrapalharem não é preciso. E se é para fazer fretes e não teres um momento de sossego, então não, de facto.

Nessie disse...

Epá, acho que a tua sogra é parecida com a minha! :$

Portuguesinha disse...

OK, depois de muito te ler digo-te: procura ajuda psiquiátrica.

Elogio-te por aqui colocares tudo o que te passa na alma verdadeiramente. E o sujeitares às sinceras críticas de quem te lê, mas digo-te que te sinto totalmente perdida e se já não for demasiado tarde precisas de encontrar o teu eixo e ajustá-lo. Tens tanta m*** a atrapalhar que isso já só lá vai por milagre ou com ajuda profissional.

Creio que por cá ainda se vê com algum preconceito o recurso à psicanálise mas noutros países como até o Brasil esse profissional é muito valorizado porque entendem (e bem) que é um especialista que vai te ajudar a lidar com as tuas emoções e te ensinar a arrumá-las de modo a não te serem venenosas. Algumas pessoas conseguem isto sozinhas, outras dependendo até do momento que atravessam na vida, precisam de ser orientadas.

Mais do que ir ao cabeleireiro, fazer pedicure, estar penteada ou maquilhada - tens de estar bem é por dentro.

E quanto à ajuda que exiges dos outros quando e como tu queres, repara que ninguém tem obrigação sem seres tu e o teu parceiro - vocês é que tomaram a decisão a dois e a dois tiveram um filho.

A tua mãe tem uma vida ativa? Ainda bem para ela! Achas que podes estar a sentir inveja? Muitas mães ficam sem vida depois de criarem a família e quando viram avós agarram-se aos netos como um novo sentido para as suas vidas. Mas viram escravas dos netos, criando-os diariamente durante anos como se fossem amas pagas e reféns da prole exploradora e ingrata que não agradece mas critica. (baseio-me em factos que presenciei). Pelo que a tua mãe está de parabéns por ter natação, amigas, convívios. Quem tem filhos tem de os criar - é uma verdade. Se não, não os tenha.