terça-feira, 30 de julho de 2013

O que as minhas avós me ensinaram - ainda a propósito do dia delas

Ensinaram-me que é normal deixar os filhos na correcção e colocar a filha a servir (entenda-se criada interna) aos 11 anos de idade para que possam casar e ir viver em lua de mel com o novo marido. Depois reaparecem quando já são velhas para tentar mandar na casa das filhas e na educação das netas crescidas. (avó materna)

Ensinaram-me que quem casa quer casa e que devemos querer distância de mães e sogras porque só metem o bedelho na nossa vida, colocam os nossos maridos contra nós e querem que sejamos criadas delas. Nomeadamente que as netas de 10 anos aspirem a casa delas depois de elas estarem todo o dia em casa sem fazer nenhum e a beber o seu copito de vinho que obrigam a neta a ir "roubar" ao frigorifico dos pais, que moram mesmo ao lado e partilham quintal em comum... (avó paterna que destruiu o casamento dos meus pais)

Obrigada avós... Agora já sabem porque não fui ao funeral de uma e não chorei quando a outra morreu...aos 90 anos (é que ainda por cima duraram, duraram...para fazer jus ao ditado  "coisa ruim não morre" e é bem verdade)

Já agora, foi preciso a minha avó morrer para eu ver os meus pais a darem-se bem, sem discussões nem porrada...é caso para dizer...já foi tarde.

Pronto critiquem à vontade mas eu sou má, muito má mesmo! Porque será? Devo ser tolinha da cabeça... e as vezes que eu vi a minha mãe a levar porrada por causa da minha avó deve ter sido fruto da minha imaginação...e o ultimo delírio foi aos 30 anos de idade já trabalhava eu no banco e tive que os separar na hora de almoço... mais uma vez obrigada avós!

9 comentários:

agridoce disse...

:(

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Tiveste mesmo azar com as avós, realmente tiveste daquelas velhas fuinhas que tanto eu critico. Eu tive azar com os pais, não tenho pai e mãe na minha vida, pai, um horror, a pior coisa de sempre, a minha mãe deu-me à luz e depois deixou-me para os outros criarem, a minha avó paterna dava-me comida estragada e com veneno, quantas vezes fui fazer lavagens de estômago ao hospital, mas por sua vez, a minha avó materna foi a minha verdadeira mãe.

A Bomboca Mais Gostosa disse...

E tu não és má, não penses mais isso. Apenas a tua opinião reflecte o que passaste.

Anónimo disse...

Independentemente de todas essas razões, não há motivo para privares o teu filho do contacto com as avós dele.

Infelizmente, tiveste azar com as tuas, mas ele tem duas avós vivas e de saúde e cabe ao teu filho a liberdade de as conhecer e a capacidade de entender se quer conviver - ou não - com elas.

Anónimo disse...

Lamento imenso o sofrimento q te causaram,uma criança nunca deveria viver momentos assim.

LA

Same Old Guy disse...

Por norma nós quando vemos e criticamos um comportamento temos de averiguar dois pressupostos:

a) qual foi a educação e proveniência dessa pessoa? O que é que a vida ensinou a essa pessoa e em que medida ela não faz apenas aquilo que a vida a ensinou?

b) se queremos ser iguais, ou melhores que essa pessoa?

As pessoas não são todas iguais e o Portugal de hoje está a anos luz, do Portugal de 1973. Ninguém é perfeito, nenhum dos meus avós deixou de ter uma mentalidade retrógrada e tacanha, mas preferia tê.los vivos do que tê-los visto partir um dia...

Tu tentas justificar as tuas acções com o comportamento "dos teus avós"!!! Aos 35 anos de idade?

Esse rancor não te faz bem e pode ser tóxico prós que te rodeiam.

Sérgio Saraiva disse...

Calma, já não vivemos no Portugal de antigamente, e o facto de teres tido más experiencias não quer dizer que agora todos os outros as tenham de ter ou pior condicionares os outros que não tem culpa nenhuma.
Eu preferia uma via de tentar na medida do possível ultrapassar os traumas em vez de viver condicionado por eles, até porque pelo que percebi pertencem a um passado irrepetível que já não tem grandes hipóteses de voltar a acontecer.
Depois há a questão de justificar os actos com o que os outros fizeram de mal. Epá... Já és crescidinha...

Uba disse...

Infelizmente há histórias dessas.
Por isso, é mesmo, quem casa quer casa e distância. Obrigada!

Portuguesinha disse...

E julgas que existem muitas diferenças com outras famílias? Nada! Vejo é que corres o risco de ficar demasiado fixada nestas ideias. Rancorosa talvez, sabendo que te devem uma infância mais tranquila e feliz. Mas já não te podem dar. Ultrapassa. Ou melhor, aceita, não precisas de perdoar mas tens de ultrapassar. Porque sabes, vai ficar igual se não o fizeres.