quinta-feira, 29 de agosto de 2013

2 meses de Eduardo

Já por aqui contei que durante 34 anos nunca quis ter filhos. Também já referi que o momento de viragem foi quando o meu sogro faleceu de repente, o que me fez repensar sobre o assunto. Puxei o filme da minha vida e cheguei à conclusão que tinha vivido bastante bem, viajado muito, frequentado bons restaurantes, dormido longas noites e manhãs, enfim, gozado mais que muitas pessoas alguma vez o irão fazer. Idealizei a minha vida no futuro e só via vazio... nada...após a morte dos meus pais que seria de mim? Ficaria para tia emplastro? E demorei 2 anos a aceitar que estava lentamente a mudar a minha opinião quanto a filhos, chegando mesmo a lutar contra mim mesma na tentativa de esquecer o assunto... Mas o chamamento para a maternidade falou mais alto e vingou.

Chegara uma fase complicada: contar ao meu companheiro, que não queria filhos, que eu queria engravidar. É claro que  o homem entrou em choque, sem nunca me dizer que não, mas fugindo do assunto como o diabo foge da cruz, inclusive fugindo ao sexo. Uns longos meses depois ele parecia estar a encarar o assunto com melhor agrado mas frisando sempre que tinha muito receio de não ser um bom pai.

Na primeira vez que tivemos relações próximo do período fértil foi pela altura dos meu aniversário - 35 anos- e digamos que me deu uma rica renda: engravidei logo!
Após uma gravidez de risco o bebé nasce dia 29 de Junho, às 38 semanas. Perfeito, saudável e pequenino. A coisa mais linda do mundo. Dia após dia é um fascínio e quando penso que não o posso amar mais descubro que estou ainda mais louca por ele. É uma responsabilidade enorme e o medo que lhe aconteça algo é abismal. Enche-me de amor a cada momento e vê-lo sorrir para mim é a coisa mais ternurenta do mundo. Ter um filho é sentir um amor que nunca pensei existir. É dar a vida por ele e ter coragem de lutar contra um urso se isso significar protege-lo. Vê-lo adormecer no meu colo, todo enroladinho e a fazer aquelas expressões engraçadas é indiscritível, sentir que ele está confortável e protegido de todos os males, é ter o mundo ao meu colo. E orgulho-me de ter feito um filho tão bonito, a coisa mais linda do mundo!!!

Não sei como consegui viver tantos anos sem ele e cheguei à conclusão que afinal a boa vida não foi assim tão boa pois vida sem Eduardo não faz sentido. Agora sim, vou viver (e dormir pouco)!

E a aventura ainda agora começou...

Amo-te filho. Só contigo descobri o verdadeiro significado da palavra amar e o teu pai também anda todo orgulhoso e feliz por estares connosco. Agora somos uma família.

4 comentários:

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Adorei o post, muito bonito mesmo! O meu chamamento começou aos 26 anos, pensava até aí que não queria ter filhos, aos 25 comecei a pensar que afinal até queria, e a partir dos 26 tenho vindo a pensar nisso. Mas primeiro quero casar, quero uma lua de mel paradisíaca e, como diz Bomboco, ter dinheiro para o ter!

Eve disse...

:) so depois de ser mae é k s descobre o amor eterno essa é a grande verdade. felicidades

Roger disse...

Uma verdadeira declaração de amor de mãe para filho, lindo :')

Luciana Leal disse...

Oi, li alguns posts do seu blog e achei muito interessante,com certeza você tem potencial, vi que você é uma pessoa esforçada que só quer falar e ser ouvida na blogosfera, assim como eu. Posso dizer que gostei muito do que li, sei que será um grande blog pois é de fácil entendimento e o conteúdo é gostoso de ler. Sou Luciana Shirley do blog http://coisasecoisasdalu.blogspot.com.br/ se desejar me visite e siga, mas só se gostar, eu vou retribuir seguindo também o seu.