sábado, 24 de agosto de 2013

Eu bem digo que amar só não basta

Há 2 anos fui a um casamento.
Os noivos namoravam desde a universidade, há quase uma década, portanto. A cerimónia foi linda, muito moderna, bonita e reservada apenas a pessoas chegadas... Um amor louco e blá blá blá. Há 2 meses que ele voltou para a casa da mãe. Ela está à "espera que ele decida".
E eu pergunto como é que um casal que se conhece há 10 anos não aguenta 2 anos casados...eu pergunto mas sei a resposta: namorar é muito bonito, no fim do dia vai cada um para a sua casinha e está feito... mas viver junto/casar é aturar os pequenos defeitos todos os dias, todas as noites... e quando não há tolerância os pequenos defeitos vão crescendo como uma bola de neve e um dia a avalanche dá-se. Não devemos perder a nossa individualidade mas é preciso gerir espaços e tempos, ter paciência, não discutir por tudo e por nada, não fazer guerras para marcar posições...

Podem dizer que agora é muito fácil se divorciar, que ninguém se esforça e tal, mas a verdade é que todos têm direito à felicidade e se não está ali, então siga-se em frente.

Amar só não basta é preciso que os feitios se encaixem, pelo menos, frequentemente. Também é preciso terem os dois os mesmos objetivos de vida, que adianta um querer poupar para ir de férias e o outro querer estoirar tudo em roupa de marca, não adianta um querer ter a casa sempre arrumada se o outro não respeitar o seu trabalho e desarrumar tudo em 5 minutos, são apenas exemplos que me lembrei agora e que ao fim de algum tempo desgasta a relação. Se um quer ir para a direta e o outro para a esquerda, ou alternam a vão os dois ou vai casa um para o seu lado.

Ora se eu fosse aquela noiva neste momento estaria a pensar "12 anos da minha vida desperdiçados"...

6 comentários:

agridoce disse...

Faço minhas as tuas palavras do título...

Quanto ao resto, mais vale só do que mal acompanhado(a).

Lia disse...

Eu sou de opinião que antes de qualquer passo significativo (p.e. casar ou ter filhos) há que ter já uma "rotina" conjunta. Se vão cair os dois de cabeça, não me parece que dê sempre bom resultado.

Quanto ao "só amor não basta", tenho que pensar bem; ainda estou bastante indecisa.

D* disse...

Concordo contigo. Conheço uma pessoa, chegada até, que namorou dez anos. Casou. ao fim de dez meses estava divorciada... ele traiu-a. Entretanto reataram em dois meses cinco vezes. A velocidade com que ele fazia malas para ir para casa era a mesma com que as fazia para sair de casa. Estiveram algum tempo separados, até que, quando da parte dela toda a gente já pensava que ela estava a seguir em frente, ela anuncia á familia que se vão juntar outra vez, porque era o homem da vida dela, e que até já compraram casa. Conclusão... em três meses que estão juntos, cada um faz a sua vida embora morem os dois juntos. Isto porquê??? Porque cada um quer fazer seguir as suas idéias. Ela não abdica da familia dela, das férias com a familia dela, das coisas á maneira dela. Ele quer refazer a vida a dois, mas sem o peso de estar casado com ela e com todo o restante agregado familiar. Cada um rema para seu lado e, embora lhes deseje o melhor, sei que provavelmente não vai durar muito. Ela não corta o cordão umbilical e ele acaba com espaço suficiente, de manobra para fazer o que quiser, inclusive incorrer no mesmo erro.

Nadinha de Importante disse...

Conheço tantos exemplos assim!
Concordo completamente contigo.

Roger disse...

Bem verdade...

Bocagiano disse...

Concordo e apenas acrescento que quando surge o 1º filho, é o grande exame aos alicerces do casal.