quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Coitado de quem precisa

A minha amiga teve a filha, de 3 meses, internada vários dias no hospital de S. João. A maior parte do tempo em isolamento.
Conta ela que um dos pais, normalmente a mãe, tem autorização para ficar com o filho 24 hrs por dia. Ora isto não é nenhum favor se considerarmos que:

quem dá de comer à criança é a mãe
quem dá banho à criança é a mãe
quem muda a fralda à criança é a mãe
quem dá a medicação à criança é a mãe

Sendo assim, esse pai/mãe que lá fica retira todo o trabalho ao serviço. Pois sabem como é que o serviço retribui e ajuda a mãe? De maneira nenhuma, pelo contrário. Ninguém fica uns minutos com a criança para a mãe ir comer uma vez por dia ao bar do hospital. Não deixam a mãe ter uma mala de cabine com roupa para trocar. Não deixam a mãe levar o seu esterilizador para que a criança beba o leite nos seus biberões habituais, querem forçar a criança a comer à mesma hora que os outros meninos mesmo que esta faça intervalos maiores entre as refeições. Nem um pequeno almoço oferecem à mãe depois de ela estar horas ali enfiada.

Mais:
Uma criança em isolamento é transportada para outras instalações a fim de efectuar exames em ambulância partilhada com outros doentes, velhos a tossir, etc e tal, ficando exposta a tudo a mais alguma coisa.
Algumas auxiliares tratam as mães abaixo de cão, mesmo em frente aos médicos, e toda a gente acha aquilo normal.

Tendo em conta a quantidade de impostos que pagamos é revoltante.

6 comentários:

Anónimo disse...

Isso é mm revoltante, já tive 3 internamento com o meu filho e mesmo n sendo isolamento, mas sabendo de pais no isolamento com crianças, no hospital onde tive, não era nada assim!!!

que horror!!

jokas
LA

Nadinha de Importante disse...

Que horror...Não são formas de se tratar as pessoas. que falta de respeito.


nadinhadeimportante.blogspot.pt

uba disse...

Já estive em isolamento com o meu filho, cinco dias, e sim, não podia demonstrar que dormia lá, que tomava banho, era tudo "vamos fingir que não vemos nada". O meu marido /os meus sogros/ uma prima traziam-me comida. Dormi num cadeirão desconfortável e barulhento. Sempre que me mexia acordava toda a gente, eram 2 a 3 crianças por quarto. Foram dias complicados, quer a nível físico, quer a nível psicológico. E só espero que as coisas não piorem! E Deus me livre de lá voltar.

Anónimo disse...

Eu, por acaso, já estive num hospital com o meu filho internado. E passei-me. Uma senhora que já lá tinha estado disse-me que ia ser pior se eu falasse. Mas chegou a um ponto em que me passei disse tantas mas tantas à frente de tudo e todos: utentes, médicos, enfermeiros e auxiliares... e digo-te foi o melhor que fiz porque o serviço deu uma volta de 180º.
Sei que isto nem sempre tem efeito e que os nossos filhos estão dependentes do bom serviço e foi precisamente por isso que me passei - o bom serviço ao meu filho não estava assegurado e foi por isso que ouviram tudo desde o serviço ao meu filho, até à má educação e falta de vontade de trabalhar das auxiliares, da forma como nos tratavam (pais/mães)... Pelo menos enquanto eu lá tive as coisas piaram fino e não foi só comigo.

Mas revolta-me tanto estas coisas. Somos tão país de 3º mundo nestas tretas. Faz-me lembrar uma outra situação em que o meu marido (na altura namorado) que a mãe dele trabalhava no hospital e que o que ele estava a fazer era ilegal e que não admitia; ou outra situação em que uma prima minha que estava a ter o filho no S. João do Porto e as parteiras estavam a aldrabar tudo e a irmã dela (acompanhar o parto) meteu-se. Primeiro perguntaram-lhe o que é que ela sabia do assunto quando ela lhes disse que era enfermeira piaram fino e fizeram tudo direitinho.
Isto é tão revoltante porque, se ela não tivesse lá, elas seriam negligentes durante todo o parto!

Roger disse...

Sem dúvida revoltante :S

A Bomboca Mais Gostosa disse...

Olha eu não sabia que isso se passava assim e estou chocada. Demasiado terceiro mundista, muito mau.
Gostava realmente de saber para onde vão os meus impostos.