terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Balanço de 2013

Trabalhei dois meses.

Fui novamente às Maldivas.

Passei dez meses em casa, 4 grávida, 5 de licença de maternidade e 1 mês de férias.

Um filho saudável, sossegado, um amor, um encanto, um malandro que só quer brincadeira e não pode ficar sozinho 10 segundos que desata a chorar, um mimalho. O seu sorriso enche-me a alma.

Troquei muitas fraldas, fiz imensos biberões, dormi muito pouco.

Casei.

Resumindo e concluindo: O melhor ano da minha vida.

O Natal e a Passagem de Ano

O Natal foi passado na minha mãe com as minhas duas irmãs e os meus dois sobrinhos.
Levei a casa às costas (só para o Eduardo: roupas suplentes, fervedor, biberons, leite, nebulizador, medicamentos, termómetro, fraldas, cremes, mantas, rolos para dormir, luz de presença, intercomunicador, sopa e fruta para o dia seguinte...que canseira...) e ficamos a dormir lá.

Esta noite de passagem de ano vamos ser só os 3, que o meu marido não vai aturar a mãezinha, espera-nos uma garrafa de champagne Murganheira Millesime a abrir lá prás 20.00 hrs porque às 22hrs já está tudo na cama.

Amanhã é dia de neura porque dia 02 vou trabalhar...

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Água no bico - desvendado o mistério - a saga sogra

Pois estava-se mesmo a ver o que elas queriam.

A senhora minha cunhada quer ir para a zona na noite da passagem de ano e acha, sim ela ACHA, que vai despachar a querida mãezinha para mim. ORA, EU SÓ TENHO UMA MÃE. E portanto ela que ature a dela que eu aturo a minha.

Basicamente é isto.

Fosse eu uma pessoa fofinha e tal lá fazia o frete de receber a senhora cá em casa. Acontece que EU não sou fofinha e se tivesse que ser para alguém seria para a minha família que me ajuda com dinheiro e com o menino.

Fosse ela uma senhora prestável que até pega no neto ao colo para eu comer em 5 minutos, fosse ela uma pessoa que até dá o biberão ao neto, fosse ela uma senhora que até levanta um prato da mesa e eu até ponderava trazer a velha a senhora cá  a casa. Mas como ela não faz nada disso e eu não sou fofinha e o meu filho já me dá trabalho que chegue, mal de deixa cozinhar quanto mais comer, já levaram um chega para lá porque a minha casa não é asilo. Não estou com paciência para receber pessoas cá em casa, muito menos sogra. Ando cansada das noites mal dormidas, desanimada com o regressar ao trabalho dia 2 e ter que abandonar o meu filho na creche. Ando stressada por pensar na correria que vai ser a minha vida a partir de Janeiro. Acabaram-se as brincadeiras matinais com o Eduardo...Nem quero pensar nisso!... E não estou com pachorra para estar a fazer sala para ninguém. Vai ser uma noite normal, às 22hrs já estamos na caminha a dormir e no dia seguinte quero chorar na minha casa à vontade, sem ter que meter cara alegre nem esconder neura. É para chorar é para chorar.

Ai e tal mas ele tem obrigação de  ficar com a mãe porque também é filho e a irmã tem o direito de ir à vidinha dela - concordo plenamente e por isso disse-lhe para ele ir jantar com a mãezinha à casa dela - assim é ela que tem o trabalho! Não vou estar a cozinhar ao jantar, arrumar a cozinha, fazer cama de lavado para a velha, senhora no dia seguinte fazer-lhe o pequeno almoço (quer-se dizer há dias em que eu nem pequeno almoço tomo vou agora andar a fazer para ela), mais um almoço, mais uma cozinha para arrumar, ora phoda-se que vá dar trabalho para outro lado. E mais: essa história que o meu marido também tem obrigação de aturar a mãe, não é só a irmã, é verdade. Só é pena que o único filho que paga as contas à mãe seja ele. Então a irmã também não tem obrigação? Ah não esqueci-me, as pessoa só pensam nos seus direitos...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Em modo neura

Começou a contagem decrescente para ir trabalhar, após 4 meses de baixa de risco, 5 meses de licença de maternidade, 15 dias úteis de férias e 12 dias de baixa. Num total de 10 meses. Sim, 10 meses sem trabalhar e 6 meses com o meu filhote. Sem dúvida o melhor ano da minha vida.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Afinal a educadora sempre apareceu...

não para me impingir rifas mas para dizer que entre o Natal e a passagem de ano vai haver uma redução de pessoal na creche porque alguns funcionários vão aproveitar para tirar férias. Assim, disse-me que era melhor o Eduardo ficar em casa porque a auxiliar dele era uma das colaboradoras a faltar. No entanto, podia levá-lo caso pretendesse mas avisa já que o bebé vai ficar noutra sala com os meninos mais velhos e com pessoal que ele não conhece.

Ora a ver se eu percebi: anda uma pessoa a levar gradualmente o filho de 5 meses à creche para ele se ambientar ao espaço em si e à sua auxiliar, já que pagamos forte e feio e a educadora nem entra naquela sala, para depois, das duas uma:

- ou passa uma semana sem ir à creche, correndo o risco de "se esquecer" do ambiente e da auxiliar e todo o período de adaptação ter sido em vão;

- ou deixo-o na creche numa sala estranha, com meninos maiorzinhos, que já andam, fazem asneiras e podem magoar o bebé, com auxiliares e educadoras que ele nunca viu...ou seja, como se fosse a primeira vez.

O "engraçado" disto tudo é que POR ACASO, mas só POR ACASO, eu não faço intenções de ir trabalhar antes de dia 02 de Janeiro, porque se fizesse mudava logo de ideias. É que não deixo o rapaz naquelas circunstâncias nem que a vaca tussa.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

P&ta que pariu...que manhã

O gato mijou na cama... foi até ao colchão.

Passei a manhã na cozinha a descascar legumes e fruta, a ralar tudo e a lavar tachos.

Dei de comer ao gato na boquinha e fiz o tratamento às patas.

Lavei roupa do bebé à mão porque eram poucas peças.

Não dei atenção ao meu filho.

Consegui tomar duche em 3 minutos.

Pus um bebegel ao menino.

Esterilizei os biberões.

Não dei atenção ao meu filho.

O gato vomitou no sofá, na manta, no capacete e no chão da sala.

Consegui comer uns rissóis  ao meio dia.

Não dei atenção ao meu filho.

Estendi a roupa de cama que o gato tinha sujado.

É uma da tarde e ainda não arrumei o quarto do bebé.

Não dei atenção ao meu filho.



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Fez-se à vida

Foi o que a minha amiga fez.
Desagradada com o tratamento recebido pela sua médica obstetra falou com o médico de família que lhe deu 12 dias de baixa, mas só a consegue prolongar com uma declaração da médica especialista. Este achou estranho a atitude da actual obstetra e recomendou-lhe a obstetra da sua esposa.

E ela foi!

Esta segunda médica medicou-a para ajudar a fixação da placenta. Disse que juntando o factor idade (35 anos) com aquele problema o ideal era estar de repouso, pelo menos, até às 12 semanas.

Isto de médicos...é preciso ter sorte...andamos ao vento dos seus humores. Se estão bem dispostos são simpáticos e atenciosos mas se o dia está a correr mal deixam uma pessoa morrer.... e são intocáveis.



terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os nossos filhos e os filhos dos outros

A minha amiga está grávida.
Ainda está no primeiro trimestre.
Volta e meia sangra.

A obstetra dela diz que é um deslocamento da placenta e que não adianta nada andar a fazer ecografias. Que o que ela tem lá dentro é um bichinho e que se acontecer alguma coisa é a natureza a livrar-se dos "mais fracos". Assim, não a mandou repousar, porque se acontecer alguma coisa é a natureza a agir. Não lhe dá baixa porque é muito cedo e se acontecer alguma coisa é a lei da vida.

Eu até compreendo a explicação da médica. Não compreendo é que não se tente evitar o pior. Não compreendo é a frieza da médica para quem aquela criança é só mais uma, mas para aquela mãe é única. E pergunto-me se a médica, no lugar da minha amiga não tentaria salvar o seu filho, aquele bichinho dentro dela.

Já agora questiono: afinal a medicina  não serve para isso mesmo, para contrariar a natureza? Por exemplo, a natureza manda-nos um cancro e a medicina tenta salvar, certo? Então porque não proteger este novo ser, que apesar de tão pequenino já é tão importante para os seus pais?

Vá-se lá entender.

domingo, 15 de dezembro de 2013

É só um dia...

É só um dia... é o que as pessoas dizem e pensam quando algum vizinho faz uma festa de aniversário lá no prédio...é só um dia...e por isso a malta tolera. Sim, eu tolerei o cantar os parabéns aos berros às 22.00 horas à criança que fez um aninho de vida, se bem que acho que já era uma boa hora para a criança estar a dormir, mas normalmente ninguém pensa nas crianças mas sim nos adultos. Os adultos comeram e beberam e depois cantaram os parabéns ao miúdo. Sim, não fizeram a festinha no sábado á tarde, não, foi mesmo à noite.

É só um dia... e a gente tolera... viva a alegria e tal... e eu tolerei...agora, quando começam a lançar foguetes às 22.30hrs mesmo debaixo do quarto do meu filho...a rapaz acorda aos berros assustado com tamanho chinfrim que nunca mais acabava (sim, foi um ano de vida deveria ter sido só um foguete, mas não...foram dezenas deles) ai, eu já não achei piada nenhuma! E eles também não achariam se fosse ao contrário. E o problema é esse, é que o povo só pensa nele! Ai e tal é só um dia...sim o dia deles, mas depois o vizinho também tem direito a fazer e neste caso são 36 apartamentos com 3 pessoas cada um, média, o que dá 108 dias a haver foguetes de noite....e depois os restantes habitantes da freguesia também têm direito e a ser assim, há foguetes o ano todo e a malta não dorme porque é só um dia.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Coisas que não entendo

O povo está falido, que eu sei, (afinal sou bancária e vejo as continhas da malta) no entanto é só fotos de férias no facebook... das duas uma: ou há muito Photoshop e mentira no facebook ou o dinheirinho está a entrar por portas travessas. Uma coisa é certa: os credores estão a arder!

Coisas sobre mim

Detesto esperar e não faço ninguém esperar por mim.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A creche - day 2

E hoje lá foi o Eduardo mais duas horinhas para a creche.
Hoje foi a auxiliar que o veio buscar e trazer aquando da saída.

A educadora de infância está destacada para duas salas: a dos bebés e a sala dos meninos de 2 anos. Ora onde é que ela passa o tempo: na sala dos meninos de 2 anos, claro está, pelo que os bebés (2 crianças) ficam entregues a uma auxiliar. Já andei pela aldeia a sacar informações sobre ela e vai-se a ver e é muito boa moça, meiguinha e todos gostam dela. Verdade seja dita: o Eduardo saiu hoje de lá a rir-se para ela, o que é muito bom. Nem dormiu lá...deve ter andado no pagode e chegou a casa e aterrou. Está aqui ao meu lado a fazer a sesta... acho que fiquei com um bocadinho de ciúmes...parece que nem deu pela minha falta...anda uma pessoa a criar um filho...

Voltando à educadora: deduzo que só a volte a ver daqui a uns meses... ou antes do Natal para me impingir umas senhas.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Dizem elas...

que o Eduardo se portou muito bem nas duas horinhas que lá esteve.

Verdade seja dita: ele veio bem disposto e assim continuou.

Já a mãe chorou um bocadinho mas tenta-se mentalizar que o pior ainda está para vir e é melhor deixar umas lágrimas para essa altura. O bom é que consegui juntar a hora de almoço com a hora antecipada de saída e assim pego às 9.30hrs e largo às 14.30 hrs...a partir de 02 de Janeiro.

Coisas que não entendo... ora phoda-se

Quando optei por esta creche para o Eduardo já sabia que a entrada dos pais era feita por meio de impressão digital. Ou seja, a gente mete o dedinho, a porta abre-se e lá vamos nós buscar os nossos rebentos...pois isso pensava eu!

Então não é que fui deixar o miúdo ainda há pouco e entrar no hall até entrei...mas depois para chegar à salinha dele...phodias-te...porta do corredor fechada. Lá tive que tocar à campainha para chamar a educadora...e diz ela que para o levar embora também é assim...toco à campainha e espero no hall... Não deixo de ficar um bocado apreensiva com este método, porque quem não deve não teme e não deixam os pais entrarem porquê? O que têm a esconder? Ou será prática corrente e eu é que não percebo nada disto?

Mas saber que podia entrar sorrateira e ver como o meu filho está a ser tratado deixava-me bem mais tranquila... isso deixava.

Bem visto

Pedido de ajuda

domingo, 8 de dezembro de 2013

Era mesmo disto que eu estava a precisar

De boas noticias!

A minha melhor amiga está grávida e o tumor da filha da minha outra amiga está a diminuir.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Aquele momento

...em que o coloco na cama dele ainda no sono leve...tento sair do quarto em bicos de pés... quando o joelho dá um grande estalo...crec...lá acordou a criança.
A idade não perdoa.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mulheres de nível

Um executivo envia um fax à sua esposa:
«Compreenderás que agora que tens 55 anos, eu tenho certas necessidades que tu já não podes satisfazer.
Sou muito feliz contigo, considero-te uma esposa maravilhosa e sinceramente, espero que não te sintas ferida ou ofendida ao saber que quando receberes este fax, vou estar fazendo sexo no Hotel RITZ com Vanessa, a minha secretária, que tem 18 anos.
Não obstante, chegarei a casa antes da meia-noite.»
Quando o tipo regressa a casa, encontra uma nota sobre a mesa da sala, que diz:
«Querido esposo:
Recebi o teu fax, e não poderia deixar de agradecer-te a gentileza de me avisares. Aproveito a oportunidade para recordar-te que também tens 55 anos.
Ao mesmo tempo, comunico-te que quando leres este bilhete, estarei dando umas cambalhotas no Hotel Riviera com o Joca, o meu instrutor de Aeróbica, que, tal como a tua secretária, também tem 18 anos.
Como, para além de seres um empresário de sucesso, também és Licenciado em Matemáticas, poderás compreender facilmente que estamos em igualdade de circunstancias, mas… com uma pequena diferença:
18 entra mais vezes em 55, que 55 em 18!
Portanto, não me esperes esta noite!
Chegarei amanhã de amanhã.
Recebe um beijo da tua esposa, que verdadeiramente te compreende.»

Água no bico

A minha sogra convidou os meus pais para ir almoçar a casa dela.

...

Desconfio que vem ai coisa...há gente que não dá ponto sem nó.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Primeiro dentinho

Apareceu hoje!
5 meses e 5 dias.

Nem tudo na vida pode ser como nós queremos

Tenho dito.

Dias dificeis

Entrei oficialmente na época depressiva.

O dia de levar o Eduardo ao infantário pela primeira vez aproxima-se rapidamente e o meu coração vai ficando mais pequenino. Aproveito estes últimos dias para lhe dar muito colinho, muitos miminhos e brincadeira. Esta história que ai e tal é pequenino não vai sentir...vai-te custar mais a ti que a ele... não sei se será bem assim, pois a criança está habituada a ver a mãe sempre presente e de repente vai passar horas e horas sem ela, vão ser estranhos a dar-lhe de comer, a mudar-lhe a fralda, a brincar com ele... enfim... é melhor nem pensar nisso...

Para sofrer tudo de uma vez resolvi retirar as unhas ao gato nesta altura. Já está no veterinário...foi o pai que o levou porque eu não tenho coragem. Custa-me muito fazer o animal sofrer mas é um mal necessário pois ele poderia magoar o Eduardo sem querer e até cegá-lo. Para o bem do meu filho tem que ser. Parece que vejo o gato em todos os cantos da casa e tudo me faz lembrar dele... são os seus brinquedos, o seu lugar no sofá (sim porque ele é tipo Sheldon), é estar a cozinhar e não o ter ali a chatear, é andar com o carrinho do bebé e não ter que o afastar para poder passar...é ver o arranhador dele... é a falta do seu miar...sei que vai sofrer mas a segurança do meu filho está primeiro.