sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Eu sei que a minha mente é pequenina

É que esta história da adopção/co-adopção por casais homosexuais mete-me confusão. Isto porque me meto no lugar de uma criança que se vê diferente das outras porque estas têm um pai e uma mãe e aquela criança terá um pai a viver com a madrasta, a mãe a viver com outra mulher que também é sua mãe. Outro cenário é a criança ser orfã de mãe e ser co- adoptada pelo marido do pai, que se divorciam passado uns anos (sim porque os homossexuais também se divorciam, como toda a gente, não é por ser homossexual que o amor é eterno) e passa a ter um pai biologico, um pai adoptivo e um padastro, caso o pai biologico refaça a sua vida e outro padastro caso o pai adoptivo também refaça a vida dele.
E com tanto bullying por aí fora, a que não estará sujeita esta criança?

Prontus, a minha cabeça já deu um nó... imagina a da criança.

13 comentários:

Lia disse...

Uma criança sofre de bullying porque usa oculos ou aparelho, porque tem borbulhas na cara, porque é gorda ou magra, porque é alta ou baixa, porque tem algum tipo de défice, etc etc etc... (os exemplos são imensos).
Uma criança não vai ser vitima de bullying só porque um dia "inventaram" de ela ter dois pais ou duas mães.
E as crianças só se vão sentir marginalizadas enquanto houver pais heterossexuais a "incentivar" à discriminação, ao repúdio e à exclusão.

Sim, sou a favor da co-adopção/adopção por casais homossexuais, e tenho IMENSA pena de viver numa sociedade ainda tão atrasada que se preocupa com o que outros podem ensinar aos filhos, em vez de ensinar os seus próprios filhos a respeitar o valor (e a importância) da diferença.

Cocó Chanel disse...

Bem, realmente isso vai para aí uma confusão.

Nadinha de Importante disse...

A mim o que me choca é a atitude dos deputados do PSD, terem agido de forma desonesta, pelo menos daqueles que nunca falaram em referendo durante os trabalhos sobre o assunto e agora apresentaram isso.

nadinhadeimportante.blogspot.pt

agridoce disse...

A minha opinião vai exatamente ao encontro da da Lia.

Filomena Silva disse...

Para mim a Lia disse tudo.
O que faz sofrer e baralhar é o preconceito.
Antigamente o tema eram o divórcios e as familias poli-nucleadas. A confusão que provocava nas crianças e tal. Quando a culpa é dos adultos que continuam com preconceito, com dificuldade em seguir a vida depois do divórcio... quem paga são as crianças.
Se as educarmos para aceitar os outros como eles são elas serão melhores adultos que nós.
Sou mãe de uma criança diferente (tem síndrome de x-frágil) que é feliz na escola pois os que o rodeiam aceitam-no, defendem-no e acarinham-no.

Anónimo disse...

Se calhar o melhor é abolir o divórcio também porque afinal, no meu tempo, isso também levava a descriminação...e já que estamos nisso, podemos proibir e obrigar o aborto de todas as crianças com pais não casados porque também são vistos como uma anómalia. E, já agora, não podem ser pais solteiros, sozinhos...

Se o teu filho for homossexual, desejar ser pai (sendo lésbicas conseguem conceber) mas os homens não. Então vais querer que ele sacrifique a sua felicidade, minta para poder ter filhos ou és daqueles que acham que os homossexuais são todos pedófilos?Enfim.


São pessoas com a mentalidade como a tua que fazem com que este país seja retrógrado e ultrapassado.

A sociedade é o que fazemos dela

S* disse...

É tal e qual uma família "normal", que pode divorciar-se e arranjar novos parceiros. A única coisa diferente é ter dois pais ou duas mães... e não me parece que isso seja um problema.

Morango Azul disse...

Anónimo, os homossexuais não conseguem procriar? É melhor alterar a lei, demitir e governo e matar todos os retrógradas... Aí espera...é a NATUREZA que não os deixa ter filhos. Queixem se a ela ok?

Anónimo disse...

Os homosexuais homens não podem procriar -podem pagar a mulheres para ter filhos por eles.
Na NATUREZA existem imensos casos de homessexualidade documentada.


Quanto às crianças em casas de homossexuais -muito já lá estão - porque muitos, para ter filhos, antes de assumirem a homossexualidade, de a aceitarem, etc vivem anos em casamentos de fachada/infelizes. Estas familias existem - as crianças vivem com 2 pais/mães o que acontece é que, caso o pai adoptante ou o pai biológico morra, o outro que a criança ama como pai/mãe que é, com quem tem laços, etc não tem direitos nenhuns legalmente, a criança pode até ser institucionalizada, é retirada de tudo o que conhece, de tudo o que ama. E porquê? Por causa de mentes tacanhas como a sua que não entende que o AMOR não tem sexo, que o BEM-ESTAR de uma criança não ocorre por escolhas partidárias, estúpidas e retrógradas.

Ninguém escolher ser hetero ou homossexual, o facto de ser hetero e/ou homossexual não faz da pessoa mais ou menos competente.

Se há crianças para adoptar, abandonadas é porque 2 pessoas heterossexuais não valiam nada e meteram uma criança no mundo para a deixar à sua sorte!

Se as pessoas fossem menos preconceituosas e olhassem para os FACTOS viam que as crianças de famílias homossexuais são exatamente como as outras e, se o medo é que elas se tornem homossexuais por viverem num ambiente assim só tenho a dizer 2 coisas: A) orientação sexual não é uma escolha e B) se isso fosse verdade não existiriam homossexuais pois a grande maioria vem de familias hetero e muitos de familias heterossexuais que são homofóbicas.

O que se está a fazer é uma descriminação e a homofobia é crime.

ps: eu sou heterossexual, mãe e estou aqui para ensinar o meu filho a aceitar as pessoas com as suas diferenças - se não quer isso para o seu filho tenho imensa pena, principalmente dele.
Desde sempre que primeiro se mudam as leis e só depois as mentalidades...é assim desde o tempo da escravatura.

Anónimo disse...

Parece-me que parte de um premissa errada. A coadopção exige a inexistência de um dos progenitores. Não se trata de 2 pais divorciados e um deles com um companheiro do mesmo sexo. Trata-se de uma criança que só tem um dos progenitores e que ficará coadoptada pelo companheiro/a.

Anónimo disse...

Não vai publicar a resposta?

Morango Azul disse...

Calma anónimo, só cheguei agora a casa. Já está publicado.

uba disse...

A criança tem é de ter amor! Compreensão! Carinho! Será uma criança amada e livre de preconceitos. Acho que precisamos disso na sociedade a ver se deixamos de lado preconceitos que não nos levam a lado nenhum!