terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tragédias

Estou eu de cama, doente. Vou até à cozinha comer umas tostas com um cházinho e ligo a tv.

Na TVI o tema de conversa é amas que maltratam bebés e crianças, ao ponto de necessitarem de internamento hospital, chegando mesmo a haver mortes. Ora, não há mãe que consiga ouvir falar destas coisas quanto mais ver imagens de amas a agredirem bebés (imagens americanas), por isso mudei de canal.

Pus na  SIC. O tema é a tragédia na praia do Meco e estão duas mães dos jovens falecidos a serem entrevistadas e a relatar o pouco que sabem, pedindo ao jovem sobrevivente e outros que falem e que contem o que aconteceu. Ora, acho que ninguém fica indiferente a este caso pelo desperdício de vidas humanas, pela brincadeira acabada em tragédia, pela insensatez e azar. Na minha humilde opinião, não sei se saberem pormenores, irão trazer paz aqueles familiares, porque a verdade é que os filhos não vão voltar para casa, mesmo sabendo-se o mais ínfimo pormenorzinho. A verdade é que eles aceitaram a brincadeira, quiseram fazer parte dela e a coisa correu mal.  Havendo, ou não, culpados directos ou indirectos, eles são, em primeira instância suicidas. E ninguém consegue dormir bem com isso.

Mudei de canal para o Canal2, está a dar As aventuras do Max e lembro-me do meu filho e que tudo aquilo que eu vi nos canais anteriores pode/poderá acontecer com ele... fico com o coração apertado e decido desligar a tv.

3 comentários:

Same Old Guy disse...

:) tem calma. Já devias saber que não se liga a televisão portuguesa à hora dos telejornais. Lá morre muita gente e dificilmente nasce alguém, que não seja uma espécie em vias de extinção!

Olha, desejo-te umas boas melhoras :)

Beijo*

Lia disse...

Em relação à tragédia do Meco, também não sei até que ponto terão paz por saberem o que aconteceu, porque os miudos não vão mesmo voltar, mas acredito que sem saber MESMO o que se passou (epa, eles sabem onde e como os filhos morreram, mas não sabem porquê, e isso também deve doer) é que não terão mesmo paz.

uba disse...

Sim, sendo mães tudo nos toca. Mas temos de respirar fundo.