segunda-feira, 31 de março de 2014

Nós por cá

Não me lembro se já disse mas o Eduardo apanhou a terceira bronquiolite. E lá fomos à médica na Sexta, às urgências no Domingo, às urgências na Terça, à médica na Quinta e hoje novamente.
 
Básicamente foi MUITO forte e a médica não o quer no infantário nas proximas semanas porque se apanha outra…é para internar. Assim, faltei ao trabalho a semana passada todinha e até à Pascoa o miudo fica com a minha mãe, com o meu pai, comigo ou com o pai dele… consoante seja necessário. Para a creche é que não pode ser.
 
Hoje, segunda feira, lá regressei ao trabalho, meio zombie porque o rapaz também está a meter dentes e vai daí que não dorme de noite.
Os meus colegas estão de trombas. Não sei se porque é segunda feira se porque faltei a semana passada, mais uma vez, mas cheira-me que é mais a segunda opção. A titulo de "castigo", deixaram-me a atender os clientes sozinha, a modos que "trabalha lá que nós já trabalhamos muito a semana passada!". Acontece que eu não trabalhei mas também não recebi. Sim, nem os colegas nem o patrão me pagaram salário, pelo que aguentem que eu já aguentei as faltas e enconanços deles.

sábado, 29 de março de 2014

9 meses de Eduardo


Abriu-se um mundo novo. Foi o descobrir do verdadeiro significado da palavra amor, sim, porque o amor que se sente pelos pais, pelos irmãos, pelo marido é diferente do amor que sentimos por um filho. Por alguém que carregamos durante 9 meses dentro de nós e que vêmos crescer e evoluir dia-a-dia, um ser pelos qual somos responsáveis e que confia em nós. Defendo mesmo que deveria existir outra palavra para definir o amor pelos filhos, este sentimento avassalador que nos consome de preocupação e insegurança quando eles estão doentes, é um medo que algo de mal lhes possa acontecer e que nos acompanha mesmo depois deles abandonarem a nossa casa e seguirem o seu caminho.

9 meses depois ando com olheiras mas feliz. Deixei o tacão alto e adoptei o rabo de cavalo. Tenho menos 2 kgs do que quando engravidei. Já faltei muitos dias ao trabalho para cuidar dele. Estou a perder cabelo à meses e vendo a minha alma ao diabo para dormir 10 horas seguidas. Acabaram-se os jantares fora e passo a vida agarrada ao fogão a fazer sopas de carne e sopas de peixe, sem sal!

Feliz, estou feliz. Mesmo quando ele se atira para o chão a berrar só porque eu saí da sala por 5 segundos. Mesmo quando tenho que me levantar 5 vezes durante o meu jantar para apanhar os brinquedos que ele deitou abaixo. Mesmo quando ele me puxa o cabelo e ferra o queixo com aqueles 6 dentes que até vejo estrelas. Mesmo quando não durmo.

Feliz, estou feliz porque o meu filho é lindo, saudável e o meu marido um excelente companheiro e pai.

quinta-feira, 27 de março de 2014

quarta-feira, 26 de março de 2014

Mais uma volta mais uma viagem

O Eduardo está doente... Novamente... A terceira bronquiolite desde o natal... Em 5 dias fomos 3 vezes ao médico... Está a reagir pouco à medicação... Amanhã tem que ser observado outra vez... Puffs de 4 em 4 horas... Mais noites sem dormir... O pai vai para Lisboa e vou ficar sozinha com ele mas não estou preocupada...estou em pânico.

terça-feira, 25 de março de 2014

A pedido de várias famílias

E no domingo  foi dia de celebrar o dia do pai e o aniversário da minha mãe. Fomos almoçar fora pais, 3 filhas, 3 genros e 3 netos. O Eduardo portou-se lindamente. Depois fomos a casa cantar os parabéns, beber um champagnhezito e dar as prendas. Neste caso, as brincadeiras.
O meu pai não resistiu e riu-se quando viu a cartolina com a impressão dos pés das filhas. A minha mãe também se riu mas deixou escapar que nunca tinha tido uma prenda daquelas... Foi a deixa perfeita para os genros lhe entregarem a cartolina deles. Pois que a mulher ficou histérica, vermelha, aos pulinhos e achou o máximo.
Foi um dia divertido e segue abaixo a prova do crime:



Ainda em relação aos homens doentes

Quando o meu pai está doente, e por doente entenda-se com uma constipação que graças a Deus o homem é saudável e passa anos sem ir ao médico,  leva a mão ao peito e diz "ai que eu vou morrer". (pura fita)
Eu, como boa filha, consolo-o e digo:"não te preocupes, coisa ruim não morre" ou então se calha de ser fim-se-semana chamo-o logo à atenção: "faz o favor de morrer só na segunda-feira que é para eu gozar os 5 dias a que tenho direito".

segunda-feira, 24 de março de 2014

Senhor dai-me paciência

O meu marido está doente.
 
MUI-TO DO-EN-TE!
 
Aliás não sei se se safa desta. Começou com pingo no nariz, depois foram as dores num ouvido e agora é a garganta inflamada. Coisa grave, portanto, que o homem não pára de se queixar e acho que vou chamar uma ambulância porque deve ser alguma doença mortal, a julgar pelas constantes queixas e lamúrias e suspiros e ais.
 
Cá em casa vive-se o drama, o horror, de se ter um homem doente.

domingo, 23 de março de 2014

Quem tem um pai tem tudo

Esta semana liguei ao meu pai.
Não, não foi no dia do pai. Até acho que foi no dia seguinte mas já não me lembro bem, que a minha cabeça já não é o que era.
E citando-me o homem pensou:"não é para me dar nada". Pois não. Os filhos quando ligam aos pais é para pedir.  E como sou uma gaja pacata cravei-lhe o arranjo da prateleira do móvel da cozinha que tombou…Caiu.
 
Verdade seja dita que é a SEGUNDA VEZ que ligo ao meu pai NA VIDA. Sim, que eu não sou chata.
A primeira foi há 2 anos. E como manda a tradição foi para pedir. Neste caso, ajuda! E as nossa conversa foi mais ou menos assim:
 
Eu, às 8.10h da manhã: Pai é a Morango Azul, o meu carro ficou sem bateria podes passar cá com os cabos?
 
Meu pai: Eu- num- es-tou- a- ver- quem- fala?!
 
Eu: Phoda-se quantas filhas chamadas Morango Azul é que tens? (aparte: aqui no norte fala-se assim, não é falta de respeito é o nosso dialecto do dia-a-dia)
 
Meu pai: Que queres?
 
Eu: O meu carro ficou sem bateria, podes passar cá com os cabos?
 
Meu pai: Onde estás?
 
Eu: Phoda-se são 8 da manhã estou em casa!
 
Meu pai: Já vou.
 
E veio, e pronto.
 
Voltando atrás e ainda em relação à prateleira tenho a dizer que quando cheguei a casa às 14.40hr já estava arranjada. Obrigada pai.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Yeah tá-se fixe, tudo numa nice

A droga.
 
Essa coisa maravilhosa que torna o nosso mundo azul, cor de rosa, verde, lilás, ouvimos passarinhos e tal. Vêmos estrelas no céu e o facto de continuarmos sem dormir já parece banal. Yeah é a vida com bebés, acontece, nada grave. Afinal para que é que precisamos de dormir quando o mundo é maravilhoso, está tudo em paz, e o meu marido é fantástico e o meu filho lindo. E tenho sorte, muita sorte em estarmos todos de boa saude, apesar das broquiolotes e viroses e narizes entupidos e febres altas e dores de garganta e tosse. Yeah é tudo maravilhoso e ver o sorriso do meu filho é recompensador. E abençoado xanax que me faz aterrar na cama a adormecer de imediato mesmo depois de me levantar pela quarta vez para adormecer o rapaz e abençoado antidepressivo que, apesar de só fazer efeito 3 semanas depois, é bem-vindo até à altura do desmame que aí é que vai ser mas depois logo se vê. Mas pá, tá-se bem e os clientes são fofinhos. Yeah por cá está tudo mesmo fixe e se calhar para a semana vamos almoçar à minha sogra e tal. Yeah bora nessa.
 

quinta-feira, 20 de março de 2014

Coisas sobre mim

Sou tão rigorosa com horários que normalmente chego sempre antes da hora marcada.

Quando não se deve seguir as instruções de uso?

Quando elas são parvas!

Então não é que comprei CatMalt para dar ao meu gato, que mais não é que uma pasta pegajosa cujo objectivo é ajudar a eliminar as bola de pêlo, e as instruções de administração são a seguintes:

" Aplicar sobre a pata dianteira do gato para ingerir lambendo ou directamente na boca."

Eu achar isto parvo achei, ainda assim segui as instruções... a parte do "pata dianteira do gato"...o resultado foi pasta pegajosa por todo o lado...

"Directamente na boca" é que nem pensar...já é um castigo a administração de medicamentos!

Oh meus senhores não é bem mais fácil misturar no paté do animal???

quarta-feira, 19 de março de 2014

Já que tenho a fama de só criticar venha o proveito

 
"A falta de tempo é, hoje, a maior limitação para os pais que vivem numa grande cidade, em empregos sem horários, em que o trabalho raramente fica no escritório e acompanha-nos quase todos os dias para casa. E é nisto que me sinto impotente para agir, para conseguir dar a volta e ser um melhor pai. Por mais voltas que dê, não vejo forma de equilibrar as coisas, de poder estar às quatro e meia à porta da escola do meu filho para ainda poder ter tempo para brincar com ele antes do jantar, para fazer os trabalhos de casa ao lado dele. ..."
 
Sim concordo!
 
Mas também acho que só arranjamos tempo para o que queremos.
 
Ele consegue correr várias vezes por semana assim como participar em maratonas (a de Lisboa, a de Paris, a corrida do Benfica) e coisas afins. Ora, como qualquer mortal ele não consegue estar em dois lugares ao mesmo tempo. Então, entre correr e estar com os filhos ele opta por correr. Não é falta de tempo, é uma opção. E está no direito de a fazer, só que é preciso ter lata para afirmar que não tem tempo para estar com os miudos.
 
Caro arrumadinho, o tempo que vai perder em ir a Paris, correr e voltar, são horas e horas em que podia estar na companhia dos seus filhos e não está PORQUE NÃO QUER. Não venha cá com histórinhas da carochinha…
 
Cá para mim é peso na consciência.

Por ser dia do pai

Vou almoçar à casa da minha mãe.
Ele não está a contar comigo. Não há beijos, nem abraços, nem prendas. Entre nós não são precisas palavras. Há gestos e olhares que dizem tudo.
Feliz dia do pai.

(Domingo é dia de festejar dia do pai e aniversário da mãe. As cartolinas com as impressões dos pés das filhas e dos genros já estão a secar...)

terça-feira, 18 de março de 2014

Por 5 minutos estraguei tudo

Uma gaja tem fome, vontade de comer mesmo!

Decide fazer um arrozinho de legumes para ser saudável. Para não estar sempre a fazer asneiras calóricas, com peixito e tal...

E uma gaja resiste, e tal, e bebe água e tal ... mas estar na cozinha é uma tentação...

A 5 minutos do arroz estar pronto...lá foi um pacote de batata frita. Assim não chego a velha!

E já que estamos em maré de brincadeiras

A prenda do Eduardo para o pai é:

segunda-feira, 17 de março de 2014

Mother´s night out

Pois que ontem foi noite de deixar o Eduardo com o pai e sair para jantar com duas amigas, que também são mães. Estão a ver o tema de conversa, certo?! Confirmei aquilo que já suspeitava: as pessoas quando nos perguntam pelos nossos rebentos não estão minimamente interessadas em ouvir. O que pretendem mesmo é lançar o mote para poder contar as peripécias dos seus filhotes. E vai-se a ver estão todas a falar ao mesmo tempo ninguém ouve.

Quando cheguei a casa os homens já estavam a dormir ( o Eduardo por pouco tempo...) e soube de manhã que o rapaz não queria adormecer...só chorava, o que não é normal. O costume é adormecer entre as 21.30 hrs e as 22hrs. Cá para mim sentiu faltava do miminho da mãe...

quinta-feira, 13 de março de 2014

Brincadeirinha

O meu pai fez 64 anos em Janeiro. Sendo o padrinho do meu filho, pedi à Educadora para fazer algo para ele lhe oferecer. Como o Eduardo tinha, na altura, 7 meses não havia muitas opções. Ou era a impressão dos pés ou a impressão das mãos.
 
Enrolaram o desenho e envolveram-no com um lacinho azul. Quando o meu pai abriu e viu aqueles pezinhos pequeninos ficou emocionado, fez esforço para não demostrar mas notou-se. Agora, no dia do pai decidi pregar-lhe uma partida. Vou juntar as 3 filhas e, numa cartolina, fazer a impressão dos nossos pés… o que não tem graça nenhuma claro porque já somos umas matulonas, mas é só para nos metermos com ele.
 
 
Mas depois há um problema. A minha mãe faz anos 2 dias depois e se não lhe fizermos nada, vai ficar com ciumes. O que hei-de fazer? Estava a pensar desenharmos uma flor com as mãos mas o meu marido sugeriu brincarmos com ela e entregar-lhe a impressão dos pés dos genros… Que acham?

Se é para isto mais vale não dormir

Esta noite sonhei que o meu pai tinha falecido.
Era tudo tão real que conseguia sentir o cheiro dele. O choque, a angústia e dor também eram reais.
 
A verdade é que os anos passam. Não só para mim, a caminho dos 37, como para eles. E se olhar com atenção dá para ver que a agilidade já não é a mesma, as rugas estão cada vez mais marcadas, os cabelos brancos, as queixas de saúde começam a aparecer. Perder um pai é a lei da vida a funcionar, mas nunca estamos preparados. É perder uma parte de nós, da nossa identidade, da nossa história. É, se calhar, assumir que a vida está a passar também por nós e o nosso dia acabará por chegar. A questão é? O que deixamos para trás? Boas ou más recordações para os outros? Filhos? Sentirá alguém a nossa falta? O que construimos? Criamos seres maravilhosos ou terminamos na solidão? Deixamos bens materiais ou levamos uma vida repleta de aventuras e vivências?
 
Recordo o falecimento do meu sogro. Aquilo mexeu comigo e dei por a mim a formular uma série de questões. Eu, que até então achava que a minha realização seria sempre por via profissional mas estava frustadissima no trabalho por não ter perspectivas de crescimento nem reconhecimento, comecei a achar que dedicar-me ao emprego e esperar pela boa vontade de patrões era uma pura perda de tempo. Começou a nascer em mim o bichinho da maternidade e de investir, realmente, no que é importante. As pessoas! Porque empregados há muitos, mãe e pai há só um. E se eu quero ser importante e fazer algo notável, desafiador e recompensador então é sendo mãe que irei conseguir.
 
Acordei com a dor de perder o meu pai e chorei que nem uma perdida.
Depois tentei acalmar-me pensando para mim: foi só um pesadelo, isto nunca vai acontecer porque os meus pais são eternos.
 
Mas não consigo pensar noutra coisa…

quarta-feira, 12 de março de 2014

Uma foto minha


Panamá 2008

As mulheres, a maternidade e a vida profissional

Isto de que a mulher é prejudicada por ser mãe infelizmente é verdade.

E começa logo na contratação. Muitas empresas preferem empregar homens porque estes faltarão menos ao emprego por causa dos filhos. Estão a partir do principio que todas as mulheres querem ser mães, o que é errado. Também se esquecem que há mães com um suporte familiar muito grande nomeadamente as duas avós disponíveis para ficarem com os pequenos.

Depois há o reverso da medalha: as mulheres que por verem a sua vida profissional estagnada e sem perspectivas de evolução na carreira, simplesmente decidem que chegou o momento de se dedicarem a algo verdadeiramente importante, como a constituição de família. Ano após ano sem ver reconhecimento profissional, simplesmente desistem e passam a fazer dos filhos prioridade. (Claro que isto só pode acontecer em grandes empresas ou, por exemplo, no função pública . Caso contrário vai para o olho da rua.)

Eu até diria que são opções que se fazem, mas a verdade é que há mulheres que conseguem conjugar as duas coisas na perfeição. São, obviamente, aquelas cujos pilares familiares assentam nas avós das crianças. E é dessas mulheres que os empregadores se esquecem. São descriminalizadas por algo que não atrapalharia a sua vida profissional, porque se parte do principio :"é mulher logo vai faltar muito". E assim se perdem excelentes funcionárias, assim se negam oportunidades e assim se matam sonhos.

E se há mulheres que faltam muito por causa dos filhos é porque, infelizmente, precisam.

Caso o mercado de trabalho pagasse menos aos homens que às mulheres, era vê-los em casa a tratar dos miúdos e as mães no emprego descansadinhas da vida. Mas isso era capaz de afectar alguns egos.

terça-feira, 11 de março de 2014

Férias

Ora bem, marcadas estão! Agora se vamos…isso já é outra conversa… se calha do Eduardo estar doente…já estão a ver o filme.
 
Então é assim:
 
Abril vamos para Mondim de Basto - Agua hotels - duas noitinhas que é o estágio para a viagem "grande";
 
Junho, 5 noites para a Madeira,  voo directo do Porto, Hotel Pestana - viagem "grande";
 
Em Agosto ficamos por cá, pela nossa praia (e nortada);
 
Setembro regressamos a Mondim de Basto mais três noitinhas para festejar o aniversário de casamento.
 
Quer-se dizer, estes são os planos…quando chegar à hora…logo se vê.
 

segunda-feira, 10 de março de 2014

Dizem que o que vem de baixo não nos atinge

É mentira!
 
Experimentem cagar de esguicho e depois falamos.
 
Estava eu linda e maravilhosa, de vestidinho, pronta para sair de casa quando a minha barriga começou a rosnar, a rosnar e se eu não corro…ainda assim, o resultado não foi bonito. Acho que saiu o que ainda não tinha comido. O Eduardo pegou-me a virose…

domingo, 9 de março de 2014

Foi bom, o pior veio depois...

Sábado com tempo espectacular.
Fomos passear à beira mar com o Eduardo, pela primeira vez entramos num restaurante com ele. Conseguimos almoçar e beber uma sangriazita maravilhosa. Romanos até ao parque, conversamos, apanhamos ar, sol e ganhamos 5 anos de vida.

Chegamos a casa às 16 hrs. O Eduardo tinha 39,5° de febre. Perdemos 10 anos de vida. Benuron, banho, arrefecer, blá, blá, blá, termómetro, brufen, blá, blá, blá. O pai ficou com ele até às 4 da manhã, depois fiquei eu.

Amanhã fica na minha mãe.




sábado, 8 de março de 2014

A diferença entre ter tomates e ter pilinha

Eu sou sempre eu.

Por aqui sou Morango Azul quer a vida me corra bem, quer a vida me corra mal.

Sou Morango azul quer comente positiva ou negativamente os outros blogues, quer concorde, quer discorde.

Sou Morango Azul no shiuuu, não me escondo no anonimato. Por isso podem continuar a vir cá despejar as vossas frustrações, tal como eu despejo as minhas, mandar postas de pescada e bocas que eu aguento bem. Gostaria era que não se escondessem... mas para isso ter pilinha não basta, é preciso ter tomates!

sexta-feira, 7 de março de 2014

Gozar com os pobres

Belmiro de Azevedo disse que os salários em Portugal só podem aumentar quando a produtividade se aproximar dos níveis alemães e que é impossível comparar os salários em Portugal com os de países como a Alemanha pura e simplesmente porque os alemães, por hora, fazem três ou quatro vezes mais do que os portugueses.
 
Falou o senhor empresário que paga salários minimos aos seus funcionários.
 
Meu caro, caso queira mais produtividade experimente, PRIMEIRO, aumentar os salários e verá. Agora trabalhar como escravos para receber o minimo por lei…Sim, porque por sua vontade nem o SMN eles recebiam…era menos até.
 
Eu falo por mim: Se me pagarem 3 vezes mais eu até produzo 4 vezes mais… até lá…deixa-me estar assim, que já faço muito para o que ganho, tendo em conta que não há perspectiva de progressão na carreira, nem aumentos, nem mudança de funções, nem tão pouco ganho por tabela de licenciada…
 
Ganha-se pouco, trabalha-se pouco. Quem fica com o lucro no final do mês é o patrão ou não fosse o Sr. Belmiro a terceira personalidade mais rica de Portugal e a 687ª do mundo, tendo incluisivé visto a sua fortuna estimada aumentar, em 2013, em 138% (para cerca de 4 biliões de eurs).

quarta-feira, 5 de março de 2014

Pimenta no cú dos outros para mim é refresco

A pediatra ficou muito escandalizada quando lhe disse que o Eduardo dorme, no quartinho dele, ora com a mãe ora com o pai. Disse que não podia ser, que ele já era um homenzinho e que o casal não deve ficar separado, que não tem jeito nenhum e que eu estava a arranjar pretextos para não dormir com o pai da criança.

O que lhe valeu foi que eu estava em tal estado de hipnose, drogada mesmo, tal a dose de calmante e antidepressivo que o médico me receitou que nem tive reacção. Mas ela que me espere porque na próxima consulta vai ouvir das boas.

Então s Sra. Dra. acha que não se deve separar o casal?!

Por acaso a Sra. Dra. acha que quando o rapaz está doente ( e desde Dezembro que são umas atrás das outras, e ela sabe muito bem disso) que é o casal que fica a tratar dele?

Por acaso a Sra. Dra. acha que quando estão dentes para nascer (e já vão 6) é o casal que fica sem dormir?

Por acaso a Sra. Dra. acha que durante a licença de maternidade, 5 meses, o casal ficou a tratar do bebé de noite?

Pois NÃO, NÃO FOI O CASAL Sra. Dra. foi a MÃEZINHA do rapaz. E há 3 meses para cá que a mãezinha do rapaz não dorme. E por algum motivo está esgotada e com depressão pós parto. A Sra. Dra. pode não saber mas a mãezinha do rapaz é HUMANA e antes de ser companheira e mãe é uma PESSOA com necessidades básicas, onde se incluem o dormir. E caso a Sra. Dra. não saiba se um individuo não está bem não pode funcionar como casal, nem como progenitor. Antes do casal está o individuo! E caso a Sra. Dra. não saiba há sexo sem ser de noite, na cama, isto se os intervenientes estiverem bem porque em estado de exaustão é obvio que ninguém pensa em sexo, nem dormindo ao lado do George Clooney ou da Irina.

Mais, até tentamos deixar o Eduardo sozinho no quarto e a primeira noite correu bem. Acordou às 5 da manhã. Mas na segunda acordou à 1 hr, às 3 hrs e como ia acordar às 5 hrs nem me dei ao trabalho de regressar ao quarto do casal. Mais, Sra. Dra. o meu intercomunicador deve estar avariado porque só consegue acordar a mãe, o paizinho continua a roncar e não ouve o filho. Por isso Sra. Dra. na minha casa MANDO EU e enquanto continuar assim vamos dormir por turnos no quarto do rapaz para assegurar que se descansa, pelo menos 3 horas por noite. Caso a Sra. Dra. veja algum inconveniente pois faça o favor de o levar lá para a sua casinha.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Por vezes precisamos que sejam os outros a dizerem-nos aquilo que estamos fartinhos de saber, mas não queremos admitir

Hoje fomos à consulta dos 8 meses do Eduardo.
Deixei escapar que o rapaz se mexe muito de noite, anda às voltas na cama e não nos deixa dormir com a preocupação, que dorme um dos pais no quarto dele, dormindo ele na sua caminha de grades.

Pois que a médica nos deu uma piçada raspanete, que não podia ser, que ele já era um homenzinho e que era para o deixar sozinho. Ora eu já sabia que isto teria que acontecer mas estava a pensar em fazê-lo mais para o verão quando ele tivesse um aninho, mas a verdade é que já ninguém aguenta de cansaço. Esta noite vamos tentar dormir sem ele...duvido que se consiga... até porque o pai é mais mãe galinha que a mãe... e estou para ver qual dos dois se vai refugiar no quarto do rapaz. Aceitam-se apostas.

sábado, 1 de março de 2014

Era suposto?

Atendendo a que o meu filho só tem 8 meses decidi que não o vou mascarar este ano. Afinal de contas a criança não percebe nada e os pais não são foliões do carnaval.

Nunca achei muita piada ao dia, se calhar porque de pequena todos iam para a escola primária mascarados menos eu, porque a minha mãe não queria gastar dinheiro nessas coisas. Por outro lado assusta-me um bocado o facto do povo andar todo disfarçado. É que se acontece algo de errado quem é responsável? Como o identificamos? Não sei, mete-me confusão.

A auxiliar perguntou-me de que é que eu ia mascarar o Eduardo...fiquei um bocado entalada...era suposto mascarar uma criança tão pequena? Quando ele entender vai mascarado do que ele quiser, até lá...é ele próprio...lindo,fofo e quentinho. Isso é outra coisa que me mete confusão: ver criancinhas fantasiadas cheias de frio...é que isto não é o Brasil meus senhores!