sábado, 29 de março de 2014

9 meses de Eduardo


Abriu-se um mundo novo. Foi o descobrir do verdadeiro significado da palavra amor, sim, porque o amor que se sente pelos pais, pelos irmãos, pelo marido é diferente do amor que sentimos por um filho. Por alguém que carregamos durante 9 meses dentro de nós e que vêmos crescer e evoluir dia-a-dia, um ser pelos qual somos responsáveis e que confia em nós. Defendo mesmo que deveria existir outra palavra para definir o amor pelos filhos, este sentimento avassalador que nos consome de preocupação e insegurança quando eles estão doentes, é um medo que algo de mal lhes possa acontecer e que nos acompanha mesmo depois deles abandonarem a nossa casa e seguirem o seu caminho.

9 meses depois ando com olheiras mas feliz. Deixei o tacão alto e adoptei o rabo de cavalo. Tenho menos 2 kgs do que quando engravidei. Já faltei muitos dias ao trabalho para cuidar dele. Estou a perder cabelo à meses e vendo a minha alma ao diabo para dormir 10 horas seguidas. Acabaram-se os jantares fora e passo a vida agarrada ao fogão a fazer sopas de carne e sopas de peixe, sem sal!

Feliz, estou feliz. Mesmo quando ele se atira para o chão a berrar só porque eu saí da sala por 5 segundos. Mesmo quando tenho que me levantar 5 vezes durante o meu jantar para apanhar os brinquedos que ele deitou abaixo. Mesmo quando ele me puxa o cabelo e ferra o queixo com aqueles 6 dentes que até vejo estrelas. Mesmo quando não durmo.

Feliz, estou feliz porque o meu filho é lindo, saudável e o meu marido um excelente companheiro e pai.

3 comentários:

Anónimo disse...

Afinal, os anónimos podem ter um efeito positivo pela forma como nos ajudam a vislumbrar que podemos alterar a nossa postura.Mesmo que o pensamento não tenha entrado de forma explícita, e façamos a negação, a crítica pode acabar por ter algo construtivo. :)

Gostei de ver o elogio ao marido na vivência dos 9 meses !

Ass: Sombra anónima. :)

Filomena Silva disse...

Assim é a vida.
Queixamo-nos, reclamamos ( e com razão, um filho muda imensa coisa e dormir faz muita falta), mas noutras horas vemos o que de bom temos, apreciamos as pequenas/grandes coisas que nos trazem felicidade.
Agora espera que ele comece a gatinhar e andar, tenho um sobrinho nessa fase e sábado pensei "ui, já estou desabituada destas idades" eheheh, era eu atrás dele e ela a querer agarrar tudinho numa casa nada preparada para crianças pequenas.
Beijinhos e tudo de bom.

Uba disse...

E é isso o amor. :)
Boa semana!