quarta-feira, 9 de julho de 2014

Oh faxavor

Estou com uma dúvida existencial.

Suponhamos (detesto esta palavra) sim suponhamos que eu, emigro e deixo uma procuração a alguém com plenos poderes para basicamente, fazer tudo. Do género, celebrar contratos de arrendamento, vender bem imóvel, comprar acções, vender acções, movimentar as minhas contas, sei lá..tudo.

Suponhamos (detesto esta palavra) que eu me zango com essa pessoa e quero a procuração de volta, ou seja quero-lhe tirar os poderes. Mas o gajo procurador manda-me phoder não devolve a dita cuja. Ora, suponhamos, que enquanto eu chego e não chego a Portugal, encontro e não encontro o gajo,o procurador, phodo-lhe a cara à chapada e não phodo, exijo-lhe o documento, o gajo vende uma propriedade minha e eu só dou conta anos depois que a papelada não está em meu nome.

Ponto n.º 1: como é que eu caço a procuração ao grandessíssimo filho da puta senhor?

Ponto nº 2: adeus imóvel, certo?


6 comentários:

Cristina B disse...

Eu penso que (só penso, sem ser certo) deveria ter feito uma revogação da procuração (neste tipo de situações (volto a pensar) que tem de ficar uma cópia arquivada [em algum local: cartório, conservatória, ...]

Bocagiano disse...

Abuso de poderes com dolo na utilização da procuração.

Um advogado "estagiário" salva isso em 10m. :)

Sérgio S disse...

Moral da história: não é boa ideia zangarmo-nos com alguém que detém um poder tão "devastador" em relação a nós.
Pouquíssima gente tem inteligência para tal, mas o que a dita cuja deveria ter feito era primeiro precaver a situação (de forma discreta), e só depois "zangar-se" com a pessoa.
Contra todas as expectativas, o que a maior parte das pessoas fazem, convencidas que os problemas se resolvem pela força bruta, é depois de bater com a cabeça numa parede, tomar ainda mais balanço, correr com mais força ainda e... bater ainda mais de chapa... na mesma parede.

Neste caso:
1. Azar
2. Cada um tem aquilo que merece

Til disse...

Ponto número 3:Já foste...

Anónimo disse...

TEm de ser feita revogação da procuração e tem de ser igualmente publicado (por exemplo num jornal) que essa procuração deixou de ter efeito a partir de determinada, pelo que tudo o que foi celebrado no intervalo após essa data não é válido

Uba disse...

Não faço ideia.
MAs só digo, boa sorte! Chiça!