quarta-feira, 16 de julho de 2014

Politicamente incorrecta # 13

Está na moda escrever livros. Qualquer um escreve livros. Desde a Carolina, ao Gonçalo agora é vez da Dolores, vale tudo.
 
Pois que o livro sobre a vida da mãe de CR7 intitula-se “Mãe Coragem”. Eu não li o livro, nem vou ler, mas o titulo parece-me um tanto ao quanto exagerado. “Coragem” porquê e de quê?
 
A senhora só é conhecida, só não está a passar fome, ela e as outras filhas porque o filho as sustenta. Porque o filho, que foi criado na rua e, consta-se até necessidades passava, foi salvo por um empresário com olho que o trouxe para Lisboa. Para Dolores deve ter sido um alivio, ter menos uma boca para sustentar. Até porque, segundo ela própria, tentou abortar do rapaz e não conseguiu.
 
Ai e tal ela toma conta do neto. So what? Há tantas que o fazem? Por que dificuldade passou a senhora para lhe chamarem de mãe coragem?
 
Repito: acho um exagero e uma desonra para aquelas mães que, efectivamente, são mães coragem. Aquelas que têm que lidar com filhos com doenças crónicas, filhos desaparecidos ou com a morte de um filho. Para isto sim, é preciso coragem...  muita coragem.
 
Se o termo coragem se aplica, neste caso, ao facto de ela ter tido cancro da mama então até o aceito. Também é algo para o qual é preciso muita força para o enfrentar.
 
Mas repito o termo “mãe coragem” está exagerado. Coragem em relação à vida dos filhos não vejo onde, se foi por causa da sua doença então não se lhe chame mãe coragem mas sim mulher coragem, ou algo do género.
 
Não sei a quem o filho sai tão ajuizado e discreto. Quando soube da decisão da mãe,  questionou-a porque tinha ela necessidade de expor a sua vida  (http://www.dn.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=4023396&seccao=ntv).

4 comentários:

Anónimo disse...

Coragem sobretudo pelo que passou no passado, não agora no presente.

E para que se ressalve, ela não escreveu nada!

Coisas que Faço disse...

Concordo, concordo, concordo!! Sábias palavras as tuas. Ao que estas pessoas se prestam... Enfim.

Um beijinho :)
http://coisasquefaco2014.blogspot.com/

PFACosta disse...

Boca santa...

Uba disse...

Discordo contigo porque como dizes não leste o livro. Não foi ela que escreveu, foi alguém que propôs escreveu a sua biografia, contar um pouco da sua história.
Com certeza muitas mães passaram por igual ou bem pior, sim ela é conhecida porque tem um filho que é o melhor do mundo. Mas que o livro sirva para homenagear essas mães, com histórias similares, mas que por não serem conhecidas não têm expressão.
Acho que não faz mal nenhum conhecermos histórias de vida.