sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A culpa dos Meets é do meu pai

O senhor meu pai foi à Guerra do Ultramar. Andou por lá a rastejar e a fugir de balas para defender um território. Felizmente o meu pai não morreu, pelo menos fisicamente, psicologicamente só ele sabe como está. Muitos outros não tiveram a mesma sorte. E para quê? Para depois os naturais virem viver às nossas custas para aqui. Para receberem apoios do Estado. Ele é casa, ele é abonos. Trabalhar que é bom nada. Deram-lhes direitos mas não cumprem com as suas obrigações. Mas pior mesmo foi que essa gente se reproduziu feito coelhos. E depois esses coelhinhos já são Portugueses e, como tal, temos que os aturar.

Mas bem, o que eu queria dizer é que a culpa destes vândalos, cobardes que têm que andar em grupo porque se andarem sozinhos ainda levam porrada de algum puto de 10 anos, por cá andarem é do meu pai.

Quando regressou da guerra a minha mãe perguntou-lhe se ele tinha morto crianças. Ele respondeu que sim. Se não o fizesse eles iriam crescer e virar turras (expressão que eles usavam na guerra) como os pais.

Deixaste escapar muitos pai.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Só me faltava esta

Infecção urinária com rim afectado, febre, dores de rins e um filho para cuidar.

Se eu fosse homem...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

É verdade

Pode parecer frase feita mas é a mais pura das verdades e retrata o meu estado de espirito actual:

Quanto mais convivo com pessoas e vejo a sua maldade, mesquinhez e crueldade mais eu respeito e adoro os animais e, já agora, as crianças que permanecem puras até serem  minadas por filosofias e atitudes da sociedade.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A nostalgia de ver um filho crescer

Estou triste.

O meu filho já não é um bebé. Caiu-me a ficha ainda dentro do cabeleireiro onde o levei a cortar a  enorme gadelha o cabelo. Lá se foram os caracóis despenteados, os fios desalinhados. Surgiu uma nova feição e o meu filho está um rapazinho.  E aliando ao facto de já andar e de lhe estarem a nascer as mós... sinto que qualquer dia ele deixa de ser meu e passa a ser um cidadão do mundo. Um ser com vontades, personalidade e ideias próprias.

O meu filho está um homenzinho! Mas eu quero-o só para mim, pode ser?

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Round one

No banco da direita temos 100mg de cafeina ingerida ás 17 hrs como um dos componentes do remédio para as enxaquecas.

No banco da esquerda está 0,5 mg de xanax ingerido ás 21.30 hrs.

Após os adversários se cumprimentarem a cafeina não perde tempo e ataca com o repertório do avó cantigas: ...os famosos moscãoteiros...dartacão, dartacão és tu e os teus amigos... doidas, doidas, doidas andam as galinhas para pôr o ovo lá no buraquinho... é o fungaga, fungagá da bicharada...

Neste momento o xanax está no tapete. O Juiz começa a contagem decrescente... 10, 9, 8,7,6...

É meia noite e o que acontecerá a seguir?

Oh Criador...acorda!

Isto está muito mal distribuído...para não dizer que anda mais de meio mundo tolo!

Então umas são autênticas vacas parideiras, têm resmas de filhos aos quais não ligam  nenhuma e os maltratam chegando mesmo a mata-los.

Outras têm todas as condições monetárias e psicológicas para ter filhos, engravidar é o seu objectivo de vida e depois seguem-se abortos espontâneos uns atrás dos outros, gastam rios de dinheiro em tratamentos e, muitas vezes, sem sucesso.

Umas engravidam sem querer e outras passam anos a tentar.

É caso para dizer: Dá Deus nozes a quem não tem dentes.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cólicas vs cólicas do lactente

Quem tem filhos, e quem não tem, sabe que nos primeiros meses com o novo membro em casa a palavra mais ouvida é "cólicas".

Logo na primeira consulta a pediatra explicou-me a diferença entre cólica e cólica do lactente:

A cólica é a dor de barriga que já sentimos em algum momento da nossa vida. No bebé deve-se ao facto do aparelho digestivo se estar a adaptar a nova alimentação e que pode ser aliviada com medicação - normalmente aquelas gotas cor-de-rosa ou bebegel. Isto todos nós sabemos.

O que eu não sabia era que existia a "cólica do lactente" que, segundo a pediatra, é o choro do bebé, quase sempre à mesma hora - normalmente fim do dia- e para a qual os médicos não têm explicação nem medicação. Desconfiam eles que é o descomprimir de toda a actividade que se gerou à volta da criança naquele dia. Assim, quanto mais agitados forem os dias, com muito barulho de fundo, a criança a passar de colo em colo, etc., maior será a duração da cólica do bebé naquele noite. Disse a pediatra que o bebé chora "porque sim" e o papel dos pais é confortá-lo e serem compreensivos.

Quem me lê há algum tempo sabe que eu não quis visitas cá em casa quando o Eduardo nasceu.

Coincidência ou não o período de cólicas do lactente nele durou cerca de 3 semanas. Ele chorava 3 horas seguidas entre o biberão das 21 hrs e o da meia noite. Depois dormia e acordava para comer choramingando apenas. Pelas histórias que me contam acho que foi um período bastante curto comparativamente com outros bebés.
Também li, na altura, que os bebés africanos que iam às costas da mãe para os campos não sofriam desta cólica do lactente. Alguns médicos defendem que é por estar em contacto directo com a mãe. Ora, por cá só se ouve "não o habitues ao colo...não pegues logo nele mal chora, olha que eles são manhosos" etc e tal. Coincidência, ou não, foi quando eu comecei a dar mais colo durante o dia ao Eduardo que o período de cólicas do lactente foi diminuindo gradualmente- uns dias somente duas horas, noutros uma- até desaparecerem.

Já se sabe que cada criança é uma criança mas eu continuo a defender que estar num ambiente calmo propicia a que um bebé cresça calmo também. Noto isso naqueles dias em que a rotina foi alterada - por exemplo nos dias de viagem de avião- em que é muito mais difícil de adormecer o miúdo e este passa a noite às (ainda mais) cambalhotas na cama.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Confirma-se: detesto o mês de Agosto

É a primeira vez que tiro férias em Agosto e só assim teve que ser devido ao encerramento, para férias, da creche do Eduardo.

A estadia na Madeira correu bem e a viagem também mas há confusão em todo o lado, coisa que não acontece quando tiramos férias noutros meses. É o aeroporto cheio, é o hotel e os restaurantes a abarrotar, é o transito, é a falta de estacionamento, é a piscina cheia de pré-adolescentes aos berros e saltos lá para dentro como se fossem invisíveis para os pais, são as filas para comprar bilhetes, enfim... só confusão.

Como frequentamos repetidamente certos lugares, como foi o caso do hotel e de certos restaurantes, notamos MESMO a diferença. Se noutros meses andam "connosco ao colo" em Agosto nem tempo têm para nos cumprimentar. É o pedido do almoço que se extraviou e ficamos uma eternidade à espera da comida, é o room-service que se esquece de levar a sopa do menino, depois são as cadeirinhas do bebé ocupadas, a luta por uma espreguiçadeira, a troca dos ingredientes na comida, o que para quem tem restrições alimentares, como eu, pode ser um verdadeiro problema... enfim nada que estragasse as férias mas algo que preferia evitar.  Provavelmente em Julho também será idêntico, não sei, não costumo tirar férias nestes dois meses de verão.

Depois aqui no norte é assim: se não está nortada gelada de arrepiar então está a chover. E assim tem sido este verão. Felizmente na Madeira o tempo esteve bom.

A ideia que tenho é que neste mês ( e se calhar em Julho) não se está bem em lado nenhum. Sim, porque fomos até ao interior e aconteceu o mesmo: falta de estacionamento, restaurante a abarrotar, uma eternidade à espera da comida ao ponto de à saída o dono, que já nos conhece há anos, pedir imensa desculpa pelo serviço (sem nós reclamarmos sequer).

Agosto. Está-se bem é em casa!