sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A culpa dos Meets é do meu pai

O senhor meu pai foi à Guerra do Ultramar. Andou por lá a rastejar e a fugir de balas para defender um território. Felizmente o meu pai não morreu, pelo menos fisicamente, psicologicamente só ele sabe como está. Muitos outros não tiveram a mesma sorte. E para quê? Para depois os naturais virem viver às nossas custas para aqui. Para receberem apoios do Estado. Ele é casa, ele é abonos. Trabalhar que é bom nada. Deram-lhes direitos mas não cumprem com as suas obrigações. Mas pior mesmo foi que essa gente se reproduziu feito coelhos. E depois esses coelhinhos já são Portugueses e, como tal, temos que os aturar.

Mas bem, o que eu queria dizer é que a culpa destes vândalos, cobardes que têm que andar em grupo porque se andarem sozinhos ainda levam porrada de algum puto de 10 anos, por cá andarem é do meu pai.

Quando regressou da guerra a minha mãe perguntou-lhe se ele tinha morto crianças. Ele respondeu que sim. Se não o fizesse eles iriam crescer e virar turras (expressão que eles usavam na guerra) como os pais.

Deixaste escapar muitos pai.

8 comentários:

Timtim Tim disse...

Pareces o meu marido a falar.

Filipa Santos disse...

Apesar de provavelmente nos acharem racistas, concordo em absoluto contigo.

Anónimo disse...

Há muitos a dizerem o mesmo de Portugueses que andam a fazer merda nos países dos outros. Traficando, por exemplo. Assunto muito complexo este.

S* disse...

Infelizmente gente de merda existe em qualquer país.

Bata e Batom disse...

Não devemos ser generalistas... Mas adorei o título! Boa lógica. Haha ;)

Roger disse...

Quanta xenofobia...
Há muitos parasitas na sociedade, é verdade. Mas muitos são portugueses de gema e brancos!

Não entendo esse racismo. A raça e a nacionalidade não definem ninguém! E é favor não esquecer que há muitos portugueses a trabalhar lá fora! Em Angola, no Brasil, em Inglaterra, na Alemanha, em França, and so on! Quer dizer, nós podemos ir para onde quisermos mas ninguém pode vir para cá? Lamento muito essa maneira de pensar!

Anónimo disse...

Talvez seja o que nós merecemos depois de pessoas como o teu pai terem morto crianças e inocentes.

Já agora depois de terem violado, estuprado gente inocente, depois de lhes terem roubado as terras e explorado até ao tutano, depois de...

Eu detesto o que fazem cá, detesto que se aproveitem mas o que escreveste revela uma grande mesquinhez de espirito e incompreensão com os outros. Provavelmente caiu-te sempre tudo no colo e nunca lutaste por nadinha na vida, a capacidade de empatia também te fugiu há muito.
Agora faz um exercício mental e imagina um soldado, homem, entrar-te em casa e matar o teu filho. Gostaste? Não pois não? Agora imagina o sofrimento pelo que essas pessoas falaram.

Boas e más pessoas há em todo o lado, de todas as nacionalidades. Tu és um exemplo disso que és tão branca como eu e tão diferente de mim.

Anónimo disse...

Sinceramente não sei bem o que me chocou mais, se os clichés dos subsídios, a criminalidade se essa apologia da morte. Morte de crianças, entenda-se.
Tenho muita pena de pessoas como você, secalhar se fosse preta, diriam que era racismo, mas uma vez que sou branca só pode mesmo ser pena. Ou nojo!

Isabel