segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Cólicas vs cólicas do lactente

Quem tem filhos, e quem não tem, sabe que nos primeiros meses com o novo membro em casa a palavra mais ouvida é "cólicas".

Logo na primeira consulta a pediatra explicou-me a diferença entre cólica e cólica do lactente:

A cólica é a dor de barriga que já sentimos em algum momento da nossa vida. No bebé deve-se ao facto do aparelho digestivo se estar a adaptar a nova alimentação e que pode ser aliviada com medicação - normalmente aquelas gotas cor-de-rosa ou bebegel. Isto todos nós sabemos.

O que eu não sabia era que existia a "cólica do lactente" que, segundo a pediatra, é o choro do bebé, quase sempre à mesma hora - normalmente fim do dia- e para a qual os médicos não têm explicação nem medicação. Desconfiam eles que é o descomprimir de toda a actividade que se gerou à volta da criança naquele dia. Assim, quanto mais agitados forem os dias, com muito barulho de fundo, a criança a passar de colo em colo, etc., maior será a duração da cólica do bebé naquele noite. Disse a pediatra que o bebé chora "porque sim" e o papel dos pais é confortá-lo e serem compreensivos.

Quem me lê há algum tempo sabe que eu não quis visitas cá em casa quando o Eduardo nasceu.

Coincidência ou não o período de cólicas do lactente nele durou cerca de 3 semanas. Ele chorava 3 horas seguidas entre o biberão das 21 hrs e o da meia noite. Depois dormia e acordava para comer choramingando apenas. Pelas histórias que me contam acho que foi um período bastante curto comparativamente com outros bebés.
Também li, na altura, que os bebés africanos que iam às costas da mãe para os campos não sofriam desta cólica do lactente. Alguns médicos defendem que é por estar em contacto directo com a mãe. Ora, por cá só se ouve "não o habitues ao colo...não pegues logo nele mal chora, olha que eles são manhosos" etc e tal. Coincidência, ou não, foi quando eu comecei a dar mais colo durante o dia ao Eduardo que o período de cólicas do lactente foi diminuindo gradualmente- uns dias somente duas horas, noutros uma- até desaparecerem.

Já se sabe que cada criança é uma criança mas eu continuo a defender que estar num ambiente calmo propicia a que um bebé cresça calmo também. Noto isso naqueles dias em que a rotina foi alterada - por exemplo nos dias de viagem de avião- em que é muito mais difícil de adormecer o miúdo e este passa a noite às (ainda mais) cambalhotas na cama.

3 comentários:

Timtim Tim disse...

Olha descobri agora essa dos dias agitados e das cólicas. Concluo que a minha M. grande deve ter tido uma vida muito sossegada. Teve cólicas 2 xs. Depois, quando introduzi os sólidos, aí sim, tinha muitas cólicas, mas já não berrava.

A Pimenta* disse...

A minha Pimentinha descobriu o que eram cólicas por volta das duas semanas de vida. Não foi muito fácil lidar com isso, aliado ao cansaço extremo dos primeiros tempos. Ao contrário de ti, eu tive visitas e muitas nos primeiros tempos de vida dela. Porque estupidamente não soube dizer que não. Ninguém iria compreender se o fizesse. Pedi à minha mãe para ir dizendo entre linhas a alguns familiares que este era um período mais difícil, ao que ela ignorou. Tive de levar com a casa cheia sempre quase todos os dias durante o primeiro mês. Estava quase a dar em doida. E à noite, a Pimentinha era um pouco complicada. Lembro-me de uma noite ter sido até às 5h da manhã.
Entretanto as coisas estabilizaram. As visitas cessaram e coincidência, a Pimentinha acalmou.

Quanto ao colinho, sei bem do que falas. Parece que toda a gente tem opinião sobre isso. Mas uma mãe é que sabe o que é o melhor para o seu filho!

gotadeluar disse...

Olha tanta coisa que me tinha feito falta saber há uns anos. A minha Gotinha nunca teve cólicas cólicas, mas com o que li agora ela teve muito essas cólicas do lactente.
O saber não ocupa lugar.