terça-feira, 17 de março de 2015

Se a moda pega, não tarda nada, temos as autoestradas bloqueadas por centenas de calhaus cravados em alcatrão.

E quando eu pensava que o caso do Meco estava arrumado vejo dois trambolhos de mármore cravados em plena praia com o nome dos
 
coitadinhos que faleceram enquanto trabalhavam arduamente para sustentar as suas famílias
 
dos jovens vitima de uma onda maquiavélica que em conjunto com Deus _todo _poderoso _João _Gouveia  sofreram um castigo brutal
 
sedentos de poder que decidiram rebaixar-se a práticas de praxe para pertencer a um grupo de elite
 
estudantes bêbedos e/ou drogados  que decidiram ir brincar para a praia de madrugada no inverno
 
infelizes, vitimas de um acidente trágico e que todos lamentamos.
 
Por momentos pensei que seria uma escultura de homenagem realizada por colegas da Universidade, sei lá, do curso de artes ou assim, mas não.
 
Aquele trambolho é obra do escultor João Cutileiro que, a troco de uma bela quantia paga pelos papás das vitimas - interessadas a dar espetáculo porque querem que fique provado, a todo o custo, que os filhos eram uns santos dignos de estátua – lá veio concordar que “a história está a ser muito mal contada”.
 
Isto não basta fazer luto. É preciso fazê-lo em grande!
 
 
         

5 comentários:

Anónimo disse...

Espero que um dia não seja o teu filho... Ou não

Anónimo disse...

Pois,ja enjoa isso a passar na tv... Ja é tempo de ser esquecido... Se gostassem mesmo dos filhos não andavam a fazer figuras na tv e iam por flores à campa deles em vez de andarem a ocupar a praia com essas merdas e a afastar visitantes e turistas por naquela praia terem morrido pessoas. Quanto ao comentário de que poderia ser teu filho, não não podia! Isso só aconteceria se nao tivesses dado uma boa educação, coisa que pelo que vejo não vai faltar ao garoto, pois pelo pouco que conheço de ti vejo que prezas pela educação e só se deixa levar por maus caminhos quem quer.Axo mal cada vez que uma pessoa com filhos faz um comentário seja julgada e que lhe responfam sempre a mesma treta "ah e tal, podia ser teu filho". Podia o crlho! Pois a educação que algumas pessoas dão aos filhos nem sempre é a mesma que as outras pessoas dão aos deles. Espero que o teu menino se encontre bem e felicidades, caga em comentários maldosos és superior a isso... Já agora, se me pudesses responder... Gostavas de ter outro filho ou ficas-te só por um? :-)

Boneca Abestalhada disse...

Não que seja precisa tanta "agressividade" a dizê-lo, mas acho que tem razão. Esta situação já se tornou um circo!!

E os papás deviam era ficar calados, porque se os filhotes lá estavam eram porque queriam "Nosso Senhor" dotou o Ser Humano de livre arbítrio por alguma razão... Logo, os meninos e meninas não eram nenhuns santinhos melhores do que os filhos dos outros. Eram jovens e está tudo dito!

Boneca Abestalhada disse...

"Quanto ao comentário de que poderia ser teu filho, não não podia! Isso só aconteceria se nao tivesses dado uma boa educação, coisa que pelo que vejo não vai faltar ao garoto, pois pelo pouco que conheço de ti vejo que prezas pela educação e só se deixa levar por maus caminhos quem quer."

Muito bem dito!!

Eu fui praxada e não tive qualquer problema eu dizer que não fazia determinadas coisas!!!

Lá está, é a típica situação "Se te mandassem jogar de uma ponte, também te jogavas não?!"

Anónimo disse...

O meu filho se me dissesse que vive para a praxe eu não acharia normal, se pedisse dinheiro para alugar casas durante fins-de-semana para tratar de assuntos da praxe eu não acharia normal (e jamais lhe daria dinheiro para estragar dessa forma), se o meu filho, depois de sair da universidade em vez de procurar trabalho andasse na brincadeira da praxe eu não acharia natural.

Para mim não passavam de uns miúdos mimados, que infelizmente estiveram na hora errada no local errado MAS por livre opção porque as brincadeiras deles caro anónimo, se ler as actas das praxes que faziam habitualmente entre si, eram bem pesadas e em muitas poderia ter acontecido muita coisa má.

As pessoas esquecem-se que eles estavam naquela casa para discutir a pior forma de fazer praxes [queriam combinar praxes duras para fazer aos colegas] e esquecem-se que os conteúdos das mensagens trocadas entre eles era para "castigar" os que se recusassem a fazer praxes duras e pesadas.

Portanto, homenagear o quê?? O que é que eles fizeram para merecer homenagens públicas ou uma estátua em dunas protegidas?! Temos lá estátuas por todas as pessoas que morrem na praia? Por aqueles que morreram a trabalhar? De férias? A pescar? Não... porque raio meterem de uma cambada de miúdos que decidiram fazer uma brincadeira que correu muito mal?

Compreendo que os pais estejam a sofrer mas não compreendo que digam ao que sobreviveu que ele devia ter morrido ou que o culpem por todo o mal do mundo. Até porque, no fundo, nós sabemos de quem é a culpa, não sabemos? E não é do sobrevivente...