sexta-feira, 24 de abril de 2015

Ponto da situação

Após consultados 4 neurocirurgiões:

 - o 1.º disse que não operava. Que não era a “especialidade dele”, que nunca tinha feito nenhuma cirurgia à medula ancorada com lipoma envolto em raízes e que o ideal era consultar um neurocirurgião pediátrico.

- os 3 restantes foram unanimes: opera-se! Liberta-se a medula e retira-se parcialmente o lipoma.

Destes 4 neurocirurgiões tenho a destacar o Dr. Maia Miguel. Para além das referências técnicas 
serem excelentes demonstrou ser uma pessoa excepcional, de elevado bom senso e bastante atencioso. Basta dizer que se dirigiu á clinica de Todos-os-Santos propositadamente para me consultar, porque em termos de agenda era conveniente para mim uma vez que ia do Norte a Lisboa consultar dois médicos no mesmo dia. Apesar de referir que tecnicamente a cirurgia não era complicada, mas por ser comum efetuá-la ainda na infância, enviou-me para o Dr. Luís Távora neurocirurgião pediátrico.


O Dr. Luís Távora vem dar consulta ao Porto duas vezes por mês e em princípio a cirurgia será em Outubro na CUF DESCOBERTAS – Lisboa.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Pobres e mal agradecidos

Está um canal de tv a acompanhar a vidinha de um grupo de emigrantes clandestinos que atravessaram o Mediterraneo há uns meses.

Pois dizem eles que estão muito aborrecidos. Que não há trabalho e que os italianos são uns mafiosos. Assim sendo, querem sair de lá.

Pois meus amigos, lamento imenso não haver centenas de postos de trabalho bem remunerados à espera de V. Exas. É que sabem, em Italia também existe desemprego e até dizem que é elevado, pelo que, cidadãos nacionais, com formação académica e profissional estão em casa sem trabalho.

Por isso pergunto: Estavam à espera do quê?


De cama, comida e roupa lavada? Subsídios para não trabalhar? Poderem procriar à vontade para terem filhos com cidadania europeia? Poupem-me! Vocês estão em Italia não em Portugal!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O que eu tenho a dizer da prova de amamentação

Concordo plenamente!

E nem percebo porque existe a prova de sangue. A meu ver é completamente desnecessária.

Qual é o drama? O mal? A vergonha? O desrespeito por sei lá quê? Em se ter que espremer um seio para fazer tal prova? Não o fazemos perante o patrão maS sim perante um profissional de saúde habituado a ver sangue, mamas, vaginas, fezes, urina, vomitado, etc e tal.

Ou há gente muito púdica ou eu sou muito open mind… e já agora pergunto: e o acompanhamento da gravidez e o parto? Como foi? De perninhas fechadas minhas senhoras? E deduzo que top less “nos algarves” está fora de questão? Certo? Ou talvez não?

Menos senhoras, menos.

É que, infelizmente, há muita gente mentirosa por ai fora.

AH, e se for por causa de arrebentar o silicone, estejam descansadas. Não explode!

terça-feira, 21 de abril de 2015

sexta-feira, 17 de abril de 2015

E o Eduardo?

Está bem, obrigada.

Desde que saiu do infantário, há 6 meses, não ficou mais doente. É que nem uma gripe no auge do inverno. Nada!

Se há coisa que me arrependo é de ter metido lá o miúdo com 5 meses… se eu soubesse o que sei hoje…

De resto, está traquina, reguila, come razoavelmente bem, principalmente se for carne, faz puzzles que é um espetáculo, adora o parque, só quer rua mas falar que é bom… pouco, muito pouco. Diz a pediatra que é preguiçoso pois percebe tudo o que dizemos mas não se precisa esforçar porque os paizinhos e os avozinhos entendem o que ele quer por gestos e sons.


Chora que se farta ao cortar o cabelo e está lindo, lindo, lindo!

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Dúvida existencial

Porque é que os médicos se atrasam tanto?

 Hora e meia de atraso e ainda não me chamaram... E estou no particular...

Boooriiing

terça-feira, 14 de abril de 2015

Incomodada

Estava eu na fila do McDrive, para enfardar um hambúrguer cheio de gordura depois de receber mais uma má noticia no consultório do neurocirurgião, quando ouço um homem aos berros a dizer algo do género “ Volta já para aqui! Entra aqui dentro e agora!”

Olhei eu redor à espera de encontrar um cão com o rabo entre as pernas a tremer de medo por antever o castigo do dono perante tanta brutalidade verbal e gestual. Mas enganei-me, naquela rua lateral só lá estava uma mulher. Uma senhora que nem 40 anos deveria ter. Muito bem vestida, cabelo arranjado, com a carteira ao braço e que se pôs em marcha em direcção à voz que continuava a barafustar.

Eu olhava fixamente para a cena e a minha cabeça já tentava arranjar uma maneira de impedir o que  previa… porque se o gajo começasse ali á estalada eu tinha que fazer alguma coisa mas ao mesmo tempo não estava a ver o quê… aperceberam-se que eu estava a olhar e ela lá entrou na carrinha de alta cilindrada e estofos em pele.

Lá dentro o gajo levantava os braços e tentava tirar o carro da rua mas estava tão descontrolado que as manobras bruscas não lhe saiam bem.

Desconfio que a coisa não correu bem quando chegaram a casa.

E fiquei incomodada pela situação, pela classe social e mais ainda pela impotência sentida em evitar/resolver a questão. Caso ele começasse à estalada que poderia eu fazer? Intervir como?
Businar/ir lá bater ao vidro/ chamar a policia (que quando chegasse eles já estariam longe)?

E se eu vou tentar ajudar e o gajo ainda me bate também, ou dá uma facada ou um tiro, sim porque isto anda tudo tolo, e depois ela ainda chega a tribunal e diz que não aconteceu nada e ando eu a incomodar-me e a faltar ao trabalho…?!

Fiquei incomodada!

quarta-feira, 8 de abril de 2015

És pai/mãe? Se sim, és incompetente!

Á conta deste artigo intitulado "Os pais não sabem brincar" tenho a dizer que ser pai/mãe é difícil.

É difícil porque a sociedade actual exige que sejas perfeito. Que sejas o pai/mãe dedicado em exclusivo ao teu filho a 250%, que sejas excelente profissional dedicado a 250%, carinhoso cônjuge a 250%, extremoso filho a 250% e cidadão exemplar a 250%.

 Qualquer decisão em relação ao teu filho é contestada. Teorias e mais teorias.

Tens que brincar com imaginação de criança, brincar só não chega. E nada de pressas, afinal tudo em casa aparece feito: O jantar preparado, na perfeição, com produtos biológicos e saudáveis. Já para não falar da roupa impecavelmente passada a ferro que também aparece prontinha no lugar… Calma, nada de pressas, afinal nesta sociedade nem temos horários a cumprir nem nada.

Eu queria dizer tanta coisa, mas não tenho tempo.

Digo apenas que os pais/mãe de hoje em dia vivem com a espada da incompetência a milímetros da cabeça.

Por um lado temos que lhes dar independência e autonomia para se tornarem adultos seguros, mas depois acusam-te de autoritarismo e rispidez. Se lhes dás muita atenção é porque os estragas de mimo, se tentas ter vida própria é porque és um pai/mãe desleixado.

Se lhes ralhas mais alto um bocadinho é porque és bruto, se lhes dás uma sapatadinha nas mãos ou na fralda és acusado de violência. Se tentas pela via do diálogo com palavrinhas mansas e o puto não liga nenhuma, é porque estás a ser permissivo e a criar um adulto sem limites que vai tentar o suicídio da primeira vez que ouvir um não da namorada.

Eu queria dizer tanta coisa, mas não tenho tempo.

Digo apenas que os pais/mãe de hoje em dia vivem com a espada da incompetência a milímetros da cabeça.

Eu? Eu tento fazer o meu melhor. Dentro das minhas limitações temporais e, agora infelizmente, de saúde também. Por isso, estou de consciência tranquila e o sorriso do meu filho, os seus beijos e abraços dizem-me que sim, sou somos bons pais, apesar de nem sempre brincarmos com imaginação de criança porque, perdoem-nos, somos adultos.

À autora desse texto digo apenas: perdoa-me por ter crescido e não conseguir brincar com o meu filho como se tivesse a imaginação da idade dele. Perdoa-me por estar cansada por me ter levantado 3 vezes durante a noite para lhe medir a temperatura e limpar a cama vomitada e ainda assim estar ao serviço às 08.30 h. Olha, perdoa-me por ser humana.



terça-feira, 7 de abril de 2015

Coisas que me irritam

Vi 2 minutos de uma reportagem na SIC.

Basicamente era sobre o aumento de beneficiários do banco alimentar…

Que cada vez mais pessoas de classe média lá vão parar a pedir ajuda...

Dizia a entrevistada, uma utente do serviço, que não se deve ter vergonha porque a necessidade pode bater à porta de qualquer um. Coisa que concordo plenamente já que ninguém sabe o dia de amanhã e obviamente ninguém quer que os filhos passem fome. O que não gostei de ver foi que a senhora, de cor, preta, mulata, escura, o que lhe quiserem chamar, tinha cabelo grosso e esticado. O que é estranho, uma preta de cabelo liso não é normal, não me venham cá phoder.


E lá está, o que me irrita é que há gente com as prioridades trocadas, com dinheiro par alisamentos mas sem dinheiro para comida. Isso é que me irrita!!!