quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Modas

Sou só eu que acho parolo, azeitola e piroso esta coisa de andar com pernas à mostra e de meias grossas, por baixo dos botins, a verem-se?

E afinal esta moda das maratonas não passa de uma estratégia de marketing para se lançar livros  e ganhar uns trocos! Os "opinion makers" vêm para a net dizer que correr é o máximo e tal e o rebanho quer ficar "in" e vai tudo comprar uns farrapos de running  e umas garrafas de plástico "um must -  leves e coloridas" para beber a sua bebida energética, uns relógios que medem o ritmo cardiaco e os kms percorridos e mais não sei o quê, um óculos todos "nice" e bonés de marca para não assarem a moleirinha. Ah, e cremes protectores e batons xpto.

E o sushi? Aquela coisa "deliciosa" que se "aprende a gostar". Ou seja, não presta para nada mas se insistires, habituas-te... Dah... Cáputoderaciocionio! Mas pronto, se não comes peixe crú estás "out". e a malta quer mesmo é estar "in" e por isso bora lá comer peixe por cozinhar e colocar umas fotos na net mas antes de irmos para a caminha vamos mas é cear um prego no pão, que isto não mata a fome.

E esta coisa da "parentalidade positiva" e "Workshops" para mamãs e papás e tal, para no fim de contas se chegar á conclusão que cada criança é uma criança, há que respeitar a sua personalidade e  cada familia é que sabe, cada um tem o seu ritmo e o que funciona para um bebé não resulta com outro. Mas pá, é chic seres um pai/mãe interessado por esta coisa da criançada. Se bem que com tanta formação, livros, workshops e não sei mais o quê, resta tempo para estar com o  miudo? Brincar com ele? Fazer puzzles e jogar às escondidas? Eu não sei! Mas EU acho que esta moda de tirar curso para aprender a lidar com o NOSSO próprio filho é uma grande balela. Mas está na moda!

E agora, como eu sou uma gaja "in" vou mas é sair para almoçar e numa hora tenho que: comer, lavar as mãos ao miúdo, pôr-lo a fazer xixi, arrumar os brinquedos, metê-lo no carro, levá-lo à ama, atravessar duas cidades e estar na fisioterapia a horas. Isto, minha gente, é a MINHA maratona. 60 minutos, muitas calorias queimadas e de TACÃO!

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Pimenta no cú dos outros para mim é refresco

Aqui há uns meses o meu chefe tinha cirurgia marcada com previsão de 15 dias de recuperação.

Nesse período de 15 dias eu tinha UM dia de férias marcado. UM! Ao que ele me vem com a treta que a lei prevê estas situações e que as férias poderiam ser canceladas por "conveniência do serviço".

Após a resposta de que eu nesse dia não vinha trabalhar, fosse justificado por férias ou baixa médica, lá gozei as ditas.

Agora, com a minha cirurgia à porta, com recuperação de 30 dias, e ele com férias de uma semana marcadas para essa altura, o direito ao seu precioso descanso passou a ser "um direito irrevogável".

Quero lá saber. Quem ficar cá que se desimerde!



quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E quando alguém que tu conheces se suicida?

Esta semana um cliente aqui do banco suicidou-se.

Não é a primeira vez que ouço falar de pessoas que, lá nas redondezas, decidem acabar com a própria vida.  Normalmente a minha reacção é encolher os ombros e dizer "paciência", foi o que eles quiseram.

Mas desta vez foi diferente.

Eu conheço o senhor. Atendi-o centenas de vezes. E quando digo centenas não estou a exagerar. Foram 8 anos a vê-lo ao balcão semanalmente. Era uma pessoa muito amável, simpático e acessivel. Daqueles clientes a quem não conseguimos dizer não. Fazíamos-lhe todas as vontades e não era por ser podre de rico, que não era, era mesmo porque era uma rica pessoa.

E fiquei muito triste quando soube que se suicidou. E fiquei  a pensar se não poderia ter feito nada para o ajudar. Senti o peso da "sociedade" porque afinal de contas a sociedade somos todos nós. E sinto que a sociedade falhou com ele. Ninguém sabe o porquê. Eu pergunto: ninguém reparou que precisava de ajuda? Mas, e o que é que podemos fazer?

Não sei. Só sei que fiquei triste e incomodada com o assunto.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Oferta de emprego - trabalho temporário

Procura-se

Homem alto, moreno, musculado, com barba, cabelo rebelde e perfumado.

Que saiba agarrar uma mulher pela cintura, suavemente, encosta-la à parede, segurar-lhe o queixo, roçar seus lábios nos dela, fazê-la perder o fôlego e beijá-la len-ta-men-te e com paixão.

É permitido roçar de coxas, ferrar os lábios e um ligeiro puxão de cabelo.

Candidato que reúnam estas aptidões é favor enviar currículo com foto de corpo inteiro.


Remuneração: à altura do desempenho.