segunda-feira, 4 de abril de 2016

Desabafo

Sinto-me prisioneira de mim mesma.

Das minhas opções.

Isto de ser mãe é viver em função de uma criança, que não avisa com antecedência quando vai ficar doente, que temos a obrigação moral de educar e fazer feliz, nem sempre sendo fácil. Confesso: é cansativo! Não tanto pelo miúdo porque, segundo diz quem conhece crianças, é um santo. Mas mais pela correria de ter horários para cumprir e as tarefas em casa que parecem nunca mais acabar.

Isto de ser esposa de alto cargo implica ausências que não sei se financeiramente compensa  pois o dinheiro não é tudo na vida.

Na tentativa de uma recuperação neurológica e numa corrida contra o tempo faço fisioterapia especifica que me "rouba" 4 horas por semana e ginásio que leva outras três. Isto implica uma constante gestão de horários entre mãe, marido e ama.

Na hora de almoço pouco tempo tenho para comer. Preciso levar o miúdo à ama e regressar ao serviço, onde pico o ponto, tudo numa hora.  Cansa! Mas faço isso para atrasar a integração no infantário até aos 3 anos para evitar as doenças e mais doenças que de lá vêm porque o meu filho é "esponja" e apanha tudo que é vírus (por isso o tirei do infantário após 9 meses de martírio e doenças que nunca mais acabavam).

Básicamente as minhas opções estão a ditar o meu cansaço, minha fadiga, o meu mau humor.

E o que posso mudar? Bem, precisava que o dia tivesse 36 horas. Que a minha empregada tivesse disponibilidade para ir lá a casa mais vezes, e não tem e eu não quero estranhos lá em casa. Precisava que esta pressão para melhorar fisicamente abrandasse. Precisava de melhorar efectivamente. Ir para um SPA também deveria ajudar, mas não tenho tempo e mesmo que o arranje duvido que consiga lá estar relaxada sem me sentir culpada de ser má mãe porque abandonei o miúdo para ir relaxar.

Resumindo: estou cansada. Como muitas mulheres por aí fora. Cá nos vamos aguentando, que remédio!


4 comentários:

A Bomboca Mais Gostosa disse...

É toda uma gestão diária muito complicada. Por aqui tem-se horários horríveis sem a respectiva recompensa financeira. Mas mudar para onde? Enfim, é aguentar um dia de cada vez e fazer o melhor que se pode. É o que eu penso.

Anónimo disse...

Por essas e outras ainda não decidi ter filhos, não sei se os terei, sinceramente.

Anónimo disse...

E então, é por vires queixar-te que as coisas mudam? Não foi a vida que escolheste?

Morango Azul disse...

Oh anónimo de 03/06/2016 VAMOS LÁ VER SE NOS ENTENDEMOS:

o blog é meu e escrevo o que me apetecer! Não estás bem fechas a janela a não apareces mais!

foi a vida que escolhi e por isso não estou aqui a culpar outros!!! Assumo as minhas decisões e aguento com elas!!!