sexta-feira, 3 de junho de 2016

Comentário que vira post - os conselhos de não violência passaram a crime??? a taróloga que aconselha o amor é uma bruxa má???

Facto: uma taróloga da televisão aconselhou uma senhora vitima de violência domestica há 40 anos a dar amor ao marido e a não provocar com violência. A vitima tinha ligado para o programa para saber SE O MARIDO TINHA UMA AMANTE (e não se seria o momento ideal para o deixar ficar ou coisa que o valha).


Vamos lá ver uma coisa: não é preciso "ver nas cartas"para saber que a espectadora abusada há 40 anos não vai denunciar o marido nem deixá-lo. Se tivesse tido condições, monetárias ou emocionais, e CORAGEM já o teria feito há muito tempo. Não é agora que a vida dela vai mudar porque isso implica tomar uma atitude e claramente não o vai fazer. É submissa, de outra geração, e pronto a taróloga não tem culpa
.
A taróloga não cometeu nenhum crime. O criminoso é o marido da senhora e ela é conivente porque não o abandona porque não quer. Ponto. O DIVORCIO É LEGAL EM PORTUGAL!

A taróloga aconselhou-a a não ser violenta. Correcto. O que queriam que ela dissesse: "olhe, atire-lhe com a panela de pressão à cabeça"?!

Se durante 40 anos a senhora não tomou uma atitude não é porque agora estranhos na tv ou na net lhe digam "abandone-o, faça queixa à policia" que o vai fazer.

Já estou um bocado cansada desta história de coitadinhas e tal. Há pessoas que esperam que sejam os outros a resolverem os seus problemas. Porque não se separou? Porque não quis. Ponto.

A senhora deve ter ficado toda satisfeita por saber que o marido não tem outra porque essa é que era a dúvida existencial que a perturbava...

2 comentários:

S* disse...

Não é assim tão linear. A dependência financeira e emocional pode ser muito complicada de gerir. Claro que, no final das contas, a senhora optou por ficar com o marido... mas que sabemos nós? Não vivemos a história dela, não sabemos as ameaças que recebeu.

Anónimo disse...

Olha, até concordo, mas 40 anos? Nem eu sendo nova e imatura na altura fui "burra" ou "louca" assim. E outra, não tinha família, apoio, ninguém com quem contar, e ainda assim passei "só" nove anos com um traste, dos 17 aos 26, 40 anos é demais.