terça-feira, 23 de agosto de 2016

Comentário que vira post


Uma relação a dois é complexa. Quantos mais anos passam juntos mais especificidades tem e nenhuma é igual. Há casais que não juram fidelidade, por exemplo, e quem são os outros para os julgar?!

Há casais que vivem em harmonia sem sexo. Sim, pasmem-se!!! nem toda a gente vive em função do tesão até porque, alguns homens, pasmem-se, não têm erecção, assim como algumas mulheres não têm desejo sexual e não estão para fazer o frete apesar de amarem o marido e viverem felizes, saírem, conversarem, viajarem, pasmem-se: há vida para além do sexo.

Também há pessoas que sabem que são "traídas",(perdoem-me a frontalidade mas não percebo como uma pessoa não sabe que é traída), e nada fazem, pelos mais variados motivos. Quem são os outros para julgarem? Vão obrigá-los a divorciarem-se? Assim como há pessoas que de divorciam sem a causa ser traição...


A vida é complexa e ninguém, nem mesmo os filhos, se deve intrometer até porque já diz o outro " a ignorância é uma benção".


In Shiuuu sobre um filho que questiona se deve contar à mãe que é traída.

3 comentários:

Mam'Zelle Moustache disse...

Não percebi por que razão a palavra 'traídas' está entre aspas na afirmação: há pessoas que sabem que são "traídas".

Morango Azul disse...

Porque, no meu entender, se sabem e nada fazem não é traição é autorização.

Anónimo disse...

Eu discordo de ti por diversos aspectos.
Por um lado concordo que um casal deve sempre viver a vida como bem entender mas acho que isso engloba a total honestidade entre os dois. Isto é: se ambos não querem falar do passado tudo ok, se um quer e o outro não há que chegar a um compromisso ou aceitar-se a posição um do outro. Se querem relações poliamorosas? Força nisso. Mas não com mentiras e manipulações. Isso é outra coisa.

Eu não acho que todas as pessoas deixem sinais de traições. Eu já traí e sei que era completamente impossível ser apanhada. E também já fui traída e só consegui descobrir por um mero acaso (uma vez que eu vivia no Porto e ela em Lisboa e só descobrimos por uma falha dele que trocou o meu e-mail com o dela e o deu a um amigo meu).
A teoria do "não querer ver" é a meu ver a desculpa perfeita para quem quer lavar as mãos da situação e viver bem consigo próprio. "Ela não vê que ele a trai, apesar de ele não ter alterado nada na vida dele, porque não quer... logo é um problema que não é meu". Se a pessoa não tem forma de saber? Paciência, problema dela. Eu fico aqui a olhar pelo meu próprio umbigo e interesses...

No caso em questão não estamos a falar de 2 desconhecidos, são os pais. Claro que os pais têm direito à vida deles, no entanto, o pai está a afectar a vida da filha.
Detesto falsos moralismos.
Porque é que a filha deve manter um segredo do pai? Deve-lhe alguma coisa por acaso? A filha não tem o direito de considerar o pai repugnante, por exemplo? Não tem o direito de considerar que a mãe tem o direito de saber a verdade? Ou ela tem um dever de guardar um segredo deste género que afecta a mãe para "não estragar" a relação? Ora...se a mãe sabe da traição já sabe não lhe vai dizer novidade nenhuma, se a mãe aceita que ele tenha parceiras não vai ter problema nenhum com isso... ou seja, a única forma que isto pode ter impacto é se a mãe não souber e não quiser aceitar. Parece-me válido que ela tenha essa hipótese de decidir o que quer.

E ninguém está a dizer que é a filha que deve decidir o futuro. Simplesmente que a mãe tem o direito de ser ela própria a decidir o que quer na vida e se quer ficar com o marido que tem relações extra-conjugais ou não. Simples.
Até por uma questão de saúde eu seria incapaz de não contar tal coisa (aliás é crime não se dizer quando está em causa a possível transmissão de DSTs).

Claro que para os cobardes é muito mais fácil esconder-se e não dizer nada a ninguém.
Também já lá estive, também fui cobarde e claro que não queria dizer nada a ninguém. Anos mais tarde não fui cobarde, terminei um casamento antes de trair e sinceramente tornaria a fazê-lo. A honestidade não só com os outros mas connosco próprios é fundamental para mim. Se a pessoa que está comigo aceitou estar com determinadas condições o que me dá o direito de mudar as regras a meio do jogo? Não se consegue/quer ter relações com um só parceiro? Sejam honestos. Custa assim tanto?

Ps: uma das coisas que não gosto quando abordas certos assuntos é a condescendência com que falas com e sobre as outras pessoas. Como se tivesses algum estatuto pela idade ou pelo seja o que for que te faz olhar de forma descendente para todos os outros...como se a tua experiência tivesse de ser igual para todas e sem sequer te questionares que, se calhar, há pessoas com mais experiência de vida e de relacionamentos do que a tua e que há mais do que uma forma de ver a mesma realidade.