sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Obrigada DG Saúde pelo comunicado

"Assunto: Malária (Paludismo) em Cabo Verde"

Começa assim o comunicado da Direcção Geral de Saúde, ontem, com recomendações aos viajantes com destino a Cabo Verde, entre elas, a consulta do viajante.

Ora, acontece que uma pessoa vai para esse destino daqui a 9 dias, pelo que se apressa a ligar para tudo que é centro de vacinação na zona norte de Portugal continental.

Obvio que NÃO HÁ VAGA. Ora, então querida DGS pode enfiar o respectivo comunicado pelo $%$ acima.

Lá vamos ao privado. Ainda dizem que dinheiro não traz felicidade... não, não... mas ajuda a comprá-la!





quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Comprar habitação na cidade ou nos arredores?

Eu, os meus colegas e amigos,  pertencemos aquela geração para a qual é essencial ter habitação própria.  

Na altura da compra há vários factores a levar em consideração. Preço, áreas, exposição solar  e localização, são os mais importantes., sendo que uns determinam os outros.

Para mim era essencial ter espaço, pelo que optei por um t3 com boas areas e com garagem para 2 carros. Ora isto por si só limitou logo a área geográfica. Nada de cidade e muito menos centro dela, onde trabalho e minha mãe vive. Fui para a aldeia limítrofe.

Muita gente ainda me pergunta como foi a adaptação. E eu encolho os ombros? Qual adaptação?  A minha rua é sossegada, tenho acesso a pé a padarias, supermercados e cabeleireiros, infantário e escola primária (apesar de raramente "fazer vida" lá na aldeia). Por outro lado, a rede de transportes públicos é praticamente inexistente. Estou a 10 minutos de carro do centro da cidade por isso, sim, estou dependente de carro para tudo.

Mas não estamos todos?

Vejo os meus colegas a pagarem balúrdios pelas suas habitações na cidade e usarem o carro como eu. Principalmente porque hoje em dia já não vivemos sem ele. Seja porque os miúdos já não andam a pé porque é perigoso, seja porque está a chover, seja porque está muito calor, seja porque as mochilas são pesadas, seja porque cansa andar de tacão, seja porque depois do trabalho queremos arrancar logo para o ginásio ou para outro lado qualquer.

A verdade é que pouco andamos a pé. Quando andava no ciclo e no liceu ia e vinha a pé - 20 minutos para cada lado - de mochila às costas e nos dias de educação física eram duas. Hoje é impensável, para mim e muitos outros, andar 20 minutos a pé para ir trabalhar ás 8 da manhã ou mandar o miúdo à chuva nem que sejam só 8 minutos.

Sendo assim, nesta vida psicologicamente dependente de carro, porque será assim tão difícil aceitar viver na aldeia limítrofe? Só me ocorre uma justificação: status. É chic e sinal de riqueza viver no centro da cidade.

Mas depois eu vou comer fora 3 vezes por semana, bebo bons vinhos, vou para fora de ferias 3 vezes por ano, fins de semana em Portugal sempre que me apetece, sem ter que fazer contas nem privações.

É que quando eu morrer quero levar memórias de pequenos prazeres e não contas de IMI para pagar.



terça-feira, 22 de agosto de 2017

Então e o Eduardo?

Está bem!

É simples e breve a resposta para a generalidade das pessoas

A verdade é que eu e o meu marido já deixamos de gabar o miúdo em publico. Digamos que fomos sentindo que as pessoas simplesmente não acreditavam naquilo que estávamos a dizer. E como não temos que provar nada a ninguém nem queremos que os outros pais se sintam "mal", optamos por guardar o desenvolvimento do Eduardo só para a família.

No primeiro filho não temos bem a noção do que é "normal", é tudo novo!

Acontece que quando os outros gabam os filhos, bem mais velhos que o nosso, de feitos que o nosso filho já faz há 2 anos começamos a perceber que se calhar... se calhar...o nosso Eduardo não é assim tão "normal" quanto isso. Quando nos dizem que o filho reconhece as letras do próprio nome, aos 5 anos, e o nosso sabe o abecedário completo em português e inglês desde os 18 meses, escreve o nome completo aos 24 meses, sabe contar até 100 por ordem crescente e decrescente, faz puzzles de 100 peças sozinho e já lê... até ficamos sem palavras...e limitamos-nos a elogiar os filhos alheios para não "amedrontar" as outras pessoas.

A verdade é que isto é muito bonito e tal mas na prática... antecipo problemas aquando da entrada na escola primária. Escola pública nem pensar!!! Vou ter que procurar algum colégio habituado a lidar com estas situações para o miúdo não desmotivar...

Para já limito-me a acompanhar os seus interesses, por exemplo, oferecendo-lhe um globo com o mapa mundo ou levando-o ao oceanário onde ele se diverte a dizer-me o nome das espécies que lá estão.

Sim, por vezes faz-me perguntas que nem eu sei responder... tenho que consultar o google.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Status: zen

Tenho andado ausente.
Sei lá porquê... Presa na rotina do dia-a-dia, nesta correria que nos aprisiona. Se bem que tenho tentado, e ás vezes conseguido, viver mais ZEN.

Evito o stress e para isso começo bem cedo o dia.
Saio da cama e preciso de um tempo só para mim: para alongar o corpo, meditar breves instantes, e encher-me de esperança que o dia será tranquilo.

Depois tomo o pequeno almoço e é sempre a abrir, com birras do Eduardo pelo meio, ou porque não quer comer ou porque não se quer vestir, ou somente porque lhe apetece. Nada grave, já sabe que se se esticar um bocado eu saio pela porta fora e ele fica em casa de pijama.

Quando pressinto o stress inspiro e expiro fundo, ás vezes digo uns palavrões mas tento manter  a calma e continuar, relativizar é a palavra de ordem.

Tenho feito meditação e reiki com frequência e sinto-me mesmo bem, pelo que não sinto tanta necessidade de vir "desbobinar postas de pescada" para aqui. Evito temas conflituosos, não vejo as desgraças na televisão e não me gabo tanto para não atrair invejas.

Guardo a minha felicidade para mim e agradeço diariamente a minha cura e a da minha mãe, o desenvolvimento do Eduardo e a harmonia familiar.

Nada é perfeito. Tento relativizar e concentrar-me nos pequenos prazeres do dia-a-dia, até no trabalho. Mas claro, sempre a contar os dias para as férias.

Hoje é sexta e estou em modo casual day. Venha o fim de semana!!!




sexta-feira, 21 de julho de 2017

Comentário que vira post – Mães são humanas e não robots

Pois, as pessoas ainda teimam em incutir que a maternidade é fantástica, que é um mar de rosas.

Não, não é. Não ,24 horas por dia, não, a todo o momento! É sim muito exigente, física e psicologicamente. E não, mãe não é igual a pai. Eles não sofrem no parto, não desesperam com a subida do leite, não "endoidecem" por falta de descanso nem têm as hormonas descontroladamente aos saltos.

Felizmente tive uma amiga, mãe de dois, que me disse que era permitido chorar, desesperar. Ela disse-me, em baixinho, que os primeiros tempos iam ser difíceis, que o período de adaptação a uma nova vida e rotina (ou falta dela) seria complicado. Transmitiu-me que é normal sentir frustação e impotência.

E mais importante de tudo ela disse: “é normal! Tens que chorar, deitar tudo cá para fora, depois lavar a cara, erguer a cabeça e enfrentar tudo com o pensamento que é uma fase e vai passar. Somos humanas”.

Acho que foi com esta mensagem que superei o desgaste emocional dos primeiros meses de maternidade.

Uma coisa é o amor que sentimos pelo nosso filho. Outra coisa é o sentimento em relação á maternidade propriamente dita. É possível amar os nossos filhos e detestar todas as responsabilidades e exigências diárias esgotantes que a maternidade acarreta!

Sim, eu amo o meu filho mas nem sempre adoro ser mãe.


terça-feira, 16 de maio de 2017

Deduzo que a crise já passou

Uma pessoa pede orçamento a quatro empresas e 10 dias depois... só uma é que respondeu.
Acham normal?

terça-feira, 2 de maio de 2017

Falam, falam, falam, mas não os vejo a fazer nada

Quer-se dizer:

Certa pessoa passa a vida a queixar-se que anda deprimida, que já emagreceu 4 kgs porque o ambiente de trabalho é péssimo, que está desmotivada, que não tem por onde crescer, que é uma escrava, que os chefes estão desactualizados, que os colegas são uns egoístas, etc e tal.

E chora, queixa-se, chora e queixa-se.

Eu, puxando alguns cordelinhos, consigo uma mudança: uma equipa nova com um chefe jovem competente e motivado, perto de casa, com perspectivas de crescimento profissional, com o mesmo horário, o mesmo salário e sem perder regalias.

Vai-se a ver e a resposta é: Oh, é tudo igual e é. Vou ser escrava em todo o lado e vou. Fico por cá.

E uma pessoa fica mal e com vontade de lhe gritar: OLHA PHODA-SE, ENTÃO NÃO TE QUEIXES MAIS!

E é isto.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Caros ciclistas

Em vez de andarem na estrada, a atrapalhar quem pago imposto de circulação, dois a dois a conversarem as banalidades do dia-a-dia sugiro que se sentem numa esplanadazinha pois a probabilidade de engolirem moscas é menor. Em alternativa, e incluindo a vertente desportiva, então aconselho a ida ao ginásio onde podem ficar com o cuzinho alapado em cima de uma bicicleta e conversar com o vizinho do lado também com probabilidade baixa de engolir mosca ou ser abalroado por um qualquer veiculo em circulação, daqueles que pagam imposto para tal, estão a ver!?

Muito agradecida.

Ah e já agora relembro que o código da estrada é para ser aplicado na sua plenitude e não só naquilo que lhes convém, porque sim , caros ciclistas, é obrigatório ceder passagem aos peões na passadeira.

E já agora não se esqueçam do seguro, sim!?

Agora podem ir, obrigada.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

Coisas que efectivamente me tiram do sério

No outro dia ouço uma pessoa cheia de peito a proferir esta frase sobre um colega de infância:

... é que ele nem consigo próprio se preocupa.... pois ainda vive com a mãe, de 90 anos, e quando ela morrer ele vai viver para onde?

(entenda-se que está a dar trabalho à senhora, que felizmente está bem de saúde, e não a tomar conta dela)

E eu fico perplexa com tal afirmação.
Não pelo conteúdo mas por quem a declara. Ou não tivesse essa pessoa uma irmã cujo estilo de vida foi/é exactamente igual. Viveu debaixo da asas dos paizinhos até estes morrerem, sem pensar no seu futuro, e quando estes faltaram não tinha condições para pagar uma renda de casa e vive, agora, de favor, na herança do meu filho e ainda por cima a dar despesa.

E que fiz eu ao ser surpreendida com tal afirmação:

Respondi: Olha, quando a mãe dele morrer, vai viver para a tua casa. Vai tudo lá parar afinal. É só mais um!

Será que fui bem clara, ou deveria ter feito um desenho?







quinta-feira, 23 de março de 2017

A sério???

Digam-me se isto é bonito?

Digam-me quem tem coragem de andar assim na rua?



Eu sou sincera: nem que me pagassem!

ai e tal não tens estilo...

Tenho vergonha na cara!

quarta-feira, 22 de março de 2017

Putas e vinho verde

Ora então anda tudo muito ofendido porque o presidente do Eurogrupo disse, metaforicamente, que os países endividados não gerem bem as suas finanças. Que esbanjam dinheiro como se este caísse do céu e depois vêm tipo coitadinhos pedir esmola porque se está a passar fome lá na terrinha e coisa e tal mas a malta anda toda em brutos carros e temos auto estradas vazias com 3 faixas de rodagem e mais uns quantos estádios a cair aos pedaços sem qualquer utilidade.

Ora então anda tudo ofendido porque o homem disse que deve existir solidariedade para com os parceiros e destes deve advir responsabilidade e coerência nos gastos.

Ora então está tudo ofendido com o quê? É alguma novidade? Nós, cidadãos desse país não pensamos exactamente o mesmo? Que o dinheiro dos nossos impostos, que tanto nos custam a pagar, seja bem aplicado?

Qual é a novidade?

Merda para o politicamente correcto.

Nós queremos é resultados!

sexta-feira, 17 de março de 2017

A descendência de Cristiano Ronaldo

Vejo por aí muita alminha preocupada com os filhos do CR7.

Ai e tal coitadinhos que estão privados da mãe...

 - Quantas mães abandonam os filhos? Quantas mães são coniventes com abusos sexuais dos filhos? Quantas mães matam os próprios filhos? E quantas mães morrem no parto?  Deixemo-nos de tretas Mais a mais, a avó Dolores trata do assunto. Quantos pais divorciados despejam os filhos nas avós no "seu" fim-se-semana com os miúdos?

Ai e tal porque trata os filhos como coisas, encomenda e paga por eles...

- E quantos casais não recorrem a fertilizações in vitro e outros tratamentos, que felizmente não conheço nem condeno, pagando uma factura monetária e física bem alta. Ou a infertilidade agora virou crime e uma pessoa não pode recorrer à medicina para a ultrapassar?

Ai e tal porque o gajo é gay.. 

- E depois? Qual é o problema? É proibido? É obrigado a assumir? Não, não é? A sexualidade dele é como a de qualquer um de nós: privada!

Ai e tal...

Ai e Tal nada!!!

O moço quer ter filhos mas não quer ter mulheres atrás dele para sustentar com pensões milionárias. Para isso já basta a sua família de sangue.  No seu "mundo" não encontra propriamente mulheres banais/normais/comuns que trabalhem das 9h às 17h e depois corram para casa para tratar dos putos, cozinhar, lavar roupa e retretes. Ele vive num mundo de ostentação em que as namoradas só querem mediatismo e luxos. Para ele (na minha opinião), esse tipo de mulher não serve para ser mãe dos seus filhos.

Sinceramente, eu acho é que há muita dor de cotovelo por ai fora.


terça-feira, 14 de março de 2017

Desabafos de mãe

O meu filho tem três anos e meio.
O meu filho tem astigmatismo
O meu filho vai ter que usar óculos. O meu filho tem TRÊS ANOS E MEIO.

E fico sem palavras. Mais ainda quando me dizem que o astigmatismo é hereditário. E eu tenho, e a minha irmã tem, logo, EU sou a responsável pelo meu filho ver mal.

E apetece esbofetear-me porque a culpa é minha.
O miúdo tem uma limitação e vai ter que usar óculos e ser alvo de chacota dos amigos. O meu filho tem TRÊS ANOS E MEIO. E não vai poder saltar e correr e brincar à vontade.

E...

E é uma merda.





quinta-feira, 9 de março de 2017

A moda: "NO makeup" ou traduzindo: Desleixar é que está a dar!

Agora lembraram-se que andar sem maquilhagem é uma coisa in. É fashion assumir as olheiras e as espinhas e andar de cara pálida feito zombie.

Ai e tal é a libertação da mulher porque somos escravas da beleza e  sem makeup agora passamos a heroínas, temos mais tempo para nós (???), porque o que importa é a beleza interior e mais não-sei-o-quê.

São as estrelas do cinema e da musica que incitam a tal porque querem aparecer e não têm nada de novo para mostrar. Depois as seguidoras cegas, as aspirantes a artistas e gente comum, que acha o máximo partilhar fotos descabeladas e com ar de quem não dorme há 4 noites.

Por este andar aproxima-se a moda do "no bath", sim porque tomar banho também demora e se não o fizermos temos mais tempo para tirar selfies e fotos das nossas pernas cabeludas - sexy -, o "no deodorant", porque irrita a pele, o "no perfum" porque-não-sei-o-quê.

Os homens vivem a moda da barba e digo-vos: passo por autênticos homens das cavernas que, de noite, mais parecem criminosos porque depois de deixar crescem os pelos da cara acharam piadas não cortar o cabelo e é de fugir com tanto desleixo.

Quem se sente bem sem maquilhagem, pois que não a use. Mas acreditem: A MAQUIAGEM REALÇA A BELEZA!  Basta um lápis nos olhos, um rimel e um batom e ficamos mais elegantes. Não nos torna escravas da beleza mas, pelo contrário, aumenta a nossa auto estima. Sim, porque vivemos em sociedade não na selva.

É  como nos cruzarmos com alguém que deixa uma brisa perfumada que nos activa os sentidos ou ficar completamente indiferente se cheirar a nada.

Cada um anda como quer, claro. Mas preocupa-me o rumo que isto pode levar...Qualquer dia andamos de tanga, dormimos em cavernas e os homens vão caçar gambuzinos para o jantar enquanto os putos comem raízes, e depois metemos tudo nas redes sociais.

Mi Tarzan tu Jane.


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Coisas que me irritam profundamente

Gente que NÃO TEM ONDE CAIR MORTA, e sei do que falo, mas ainda assim tem gostos e desejos caríssimos sempre à espera que ALGUÉM caia no choradinho.

Sim, falo de gente que mora de favor em casa de outrem, que lhe paga água, luz e gás e ainda assim parece que não é ajuda suficiente.

Minha gente: não há obrigação de sustentar gente adulta, com trabalho (e mesmo sem trabalho), muitos luxos e com filosofia de vida: chapa ganha chapa gasta!

Qualquer dia vai haver merda, ai vai vai.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Carta aberta aos pais dos colegas do meu filho

Caros pais,

Venho por este meio felicitá-los por mais um aniversário do vosso rebento e agradecer as lembranças que ofereceram a todos os amiguinhos da turma, e em especial o APITO que tal útil e didático é.

Realmente o meu Eduardo adorou o raio APITO e, se eu deixasse, brincava com ele horas a fio até os vizinhos invadirem a nossa casa para esbofetear o rapaz.

É com agrado que constato que a imaginação dos pais está cada vez mais fértil apesar da minha sanidade mental estar posta em causa mas afiro que o meu canal auditivo funciona na perfeição.

...
...
...

Não havia necessidade.















terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Coisas que só entendes depois de ser mãe

Eu nunca tinho percebido porque raio passam desenhos animados - ou como antigamente se dizia: mikizes- de madrugada. Sim, porque às 7 h da manhã, para mim, ainda é madrugada seja semana ou fim de semana.

Agora agradeço ao ZigZag a ajuda para entreter o miúdo enquanto tento que tome o pequeno almoço.

Realmente, depois de sermos mães há todo um novo mundo pela frente e uma adaptação constante à rotina familiar. Como o Eduardo já não toma biberão o pequeno almoço tornou-se mais demorado e digo mesmo um STRESS:

Ele é o leite na chávena que, ainda não provou, mas já diz que está quente.

Depois é a cor da palhinha: tem que ser ele a escolher e depois temos que a cortar e a seguir é o gato que vai fazer marradinhas para a chávena e vira o leite todo em cima do puto, em cima da mesa, no chão e o gato a beber tranquilo.

A seguir é o pão com manteiga que quer e depois já não quer e afinal apetece-lhe uma bolacha mas depois também não a come.

E uma pessoa desespera com tantos "come Eduardo", "Eduardo come", "Eduardo vais para escolinha de pijama" e os minutos a passar e foi isto uma semana interinha e eu a chegar pelos cabelos ao trabalho, exausta às 8.30 h da manhã.

A-CA-BOU.

A minha casa não é restaurante. Come o que eu decidir e mainada.

Agora o pequeno almoço é: papa, cerelac ou nestum. Dada na boquinha com o miminho da manhã e em 5 minutos está o assunto arrumado.

Ai e tal já devia comer sozinho  - 3 anos e meio - (e come) mas o pequeno almoço é excepção a bem da minha sanidade mental, e por forma a garantir  que o gato não engole a papa ao puto enquanto este decide se  vai pegar na colher ou não.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Ai e tal e as férias? Não recomendado a mães sensiveis

Ora bem, FÉRIAS  e FILHOS na mesma frase... Não combina!

Lembrando que o meu filho tem 3 anos e meio passo a explicar:

Isto de estar 15 dias  seguidos, 24 sob 24 horas, com um miúdo dessa idade não são férias, é trabalho psicológico ÁRDUO.

O puto acordava às 5 da manhã...

Segue o pequeno almoço - mãe não tenho fome 

Depois vamos para a praia - mãe tenho fome  

Regressamos ao restaurante - sentamo-nos para comer: mãe não tenho fome 

Mãe quero fazer xixi

Regressamos à praia  e colocamos protector solar -  mãe quero fazer cócó

Regressamos à WC ...

Estendemos-nos na espreguiçadeira para apanhar sol por 2 minutos -  mãe vamos ao mar

Regressamos do mar - tiramos fato de banho e camisola solar, recolocamos protector

Estendemos-nos na espreguiçadeira para apanhar sol por 2 minutos -  mãe tenho sede

mãe tenho fome

mãe tenho sono

mãe tenho quero fazer xixi

mãe ...

mãe ...

mãe...

...
...
...

mãe olha para mim, tenho 39.5º de febre!!!


SOCORRO

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

You are terminated

Ao contrário de muita gente não vou iniciar dieta. Vou TERMINÁ-LA!!!

Iniciei em 2016 uma alteração de hábitos alimentares. Foi o fim da carne de porco, a redução drástica do numero de pizzas e idas ao Mcdonald´s. Foi o fim dos sumos compal, o café sem açucar, o inicio da aveia, das nozes, das sementes de tudo e mais alguma coisa, das tostas de milho. A sopinha diária, a frutinha, a redução dos fritos, eu sei lá bem mais o quê.

Resultado: Tive perto de 10 episódios de vómitos ao longo do ano. A única suspeita é a bactéria no estômago mas à qual a médica não atribuiu muita  importância e passou um cocktail de antibióticos avisando que o tratamento - 14 dias- será muito agressivo. Talvez o faça depois das férias.

Mas uma coisa é certa. Se é para andar mal disposta, ao menos que seja por ter tido algum proveito. Porque isto de jantar sopinha e fruta, ficar privada de chocolate,  vinho e ainda assim vomitar... convínhamos... Mal vale enfardar uma bela de uma francesinha cheia de molho ou uma bela bola de berlim, daquelas em que é preciso segurar com as duas mãos.


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Melhor profissão do mundo: médico

Infelizmente tenho que recorrer, com mais frequência do que queria, a médicos de várias especialidades e a sensação que tenho é que quando aparecem casos muito diferentes do habitual eles ficam completamente perdidos.

Saio de alguma consultas com uma dúvida existencial: Mas afinal para que estudam eles tantos anos???

A minha última aventura foi na especialidade de gastro.

Pois que foi detectada a presença da bactéria H. Pylori. Acontece que a médica especialista não sabe se os vómitos frequentes de que tenho padecido se deve à bactéria. Assim como não sabe se o tratamento para a sua erradicação funcionará. Só sabe explicar que o cocktail de medicação é tão forte que provavelmente sentirei muitas dores de estômago, diarreia, mau sabor na boca, azia, e mal estar geral,  que passará quando o tratamento acabar  - 14 dias depois.

E eu fico como o burro no meio da ponte: se a dolorosa cura não é garantida...valerá a pena?

E se afinal os vómitos não têm nada a ver com a bactéria? E se têm a ver e eu não faço o tratamento e não me livro dela? E se...

Como diz o outro: Só sei que nada sei... como alguns médicos...



Alguém que me explique

Estava nas compras na kiko quando a empregada fica escandalizada por lhe dizer que primeiro lavo a cara, depois é que passo o desmaquilhante para retirar o resto e de seguida o tónico facial.

- Nem pensar, - disse ela - primeiro o desmaquilhante, depois lava a  cara e depois passa o tónico.

Há assim tanta diferença???